O “fazer acontecer” do Chile, e o que temos para aprender

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O “fazer acontecer” do Chile, e o que temos para aprender

“CHI CHI CHI, LE LE LE; Los Mineros de Chile” gritam os envolvidos no resgate dos 33 mineiros que ficaram 70 dias confinados, toda vez que a cápsula Fenix 2 ressurge do centro da Terra.

Que o Chile conduziu uma das mais dramáticas operações de resgate dos últimos anos de maneira exemplar, calculada, com calma e que obteve sucesso absoluto nela, ninguém duvida. Com calma, passaram dias buscando os sobreviventes, estruturaram planos e rotina para os mineiros, mantiveram os laços de família e sociedade bem apertados, trocaram informações, estudaram a qualidade de vida e saúde de cada um, mapearam riscos e definiram estratégias para o resgate.

Transformaram um problema onde poderiam apontar muitos culpados, em um acontecimento que culminou em união nacional. Deixaram as diferenças de lado e colocaram o Ser Humano em primeiro lugar. Dedicaram tempo e dinheiro (estima-se US$ 22 milhões) em uma operação arriscada e inédita no mundo para salvar 33 vidas de operários desconhecido, mas que tem importância fundamental no desenvolvimento e construção do país. É o que esta classe simboliza.

Não podemos esquecer que pouquíssimo tempo atrás o Chile passou também por um grande terremoto e ainda se recupera do mesmo. Este novo acontecimento, claro, foi explorado pelo Governo para motivar seu povo, mostrar que o país é capaz de vencer grandes obstáculos quando permanece unido, quando juntos seguem em prol de um objetivo.

Esta operação tem muito a nos ensinar. Traz lições que devemos estudar, refletir e aplicar, se julgarmos coerente, em diversas fases de nossas vidas pessoais e profissionais. As principais que tiro dela são: Juntos, trabalhando com a filosofia do “agregar” todos podemos mais; Paciência e planejamento são fundamentais para o sucesso. Não se pode correr ou afobar em momentos de crise, precisamos ir com calma, mas sempre; Lideranças (naturais ou definidas) são fundamentais; Pessoas tem o poder de motivar pessoas, e motivação é algo que faz todo mundo ir mais longe.

O grito de guerra que abriu este post, não era apenas uma comemoração de mais uma etapa concluída, é um grito de união, solidariedade, força, incentivo para os que chegam à superfície, para os que partem para a mina para auxiliar no resgate, e para os que aguardam, ansiosamente, o resgate dos demais. O Presidente Sebastián Piñera (líder definido) e o mineiro Luis Urzúa Iribarren (líder nato) tiveram papeis fundamentais para o sucesso do resgate. Cada qual manteve suas equipes unidas e concentradas, trabalhando para atingir o objetivo comum.

Muitas lições podemos tirar desta experiência. De liderança à paciência, passando por muitos sentimentos e competências. Nesta operação, assim como neste post, razão e emoção, pessoal e profissional se misturam, é assim em tudo na vida. Precisamos apenas dosar cada uma delas em cada situação, mas sempre tento em vista que, uma pitada a mais de uma ou de outra, pode fazer toda a diferença para o sucesso.

Pedro Prochno
Pedro Prochno
Sou fã das Relações Públicas*! Graduado em RP e com um MBA pela FGV, sou empreendedor na área e gerente de comunicação da Uber. Sou Pai do “relações”, Mergulhador, DJ e mto curioso! Adoro viajar, conhecer novas culturas, pessoas e formas de se ver o mundo!
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