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O nascimento de uma marca de vida curta

O processo criativo para e chegar a uma nova marca é longo. Há muito o que se definir, pensar, planejar, criar, aprimorar até que este pequeno símbolo seja capaz de transmitir atributos, sentimentos, valores, emoções que reflitam tudo aquilo o que uma empresa quer ser. Ter uma boa marca é fundamental para uma organização pois ela é a “cara” e a “identidade” da mesma. Ela é quem sofre danos de imagem e reputação ou ganha credibilidade e valor.

Quando falamos então de uma marca que tem que ser atual daqui a alguns anos e que durará apenas alguns anos, tarefa difícil, principalmente quando ela precisa cativar uma população de mais de 6 BIlhões de pessoas, exato, o mundo todo!

Temos duas marcas que precisam atingir este objetivo e que duram apenas alguns anos: a marca da copa do mundo e a dos jogos olímpicos.

Ambas, sobre seus acontecimentos e terras brasileiras,  foram divulgadas em 2010 (mesmo sendo nos últimos segundos do mesmo). A primeira, ao meu ver, uma catástrofe. A Fifa convidou 25 agências brasileiras para o processo de criação e recebeu 125 propostas diferentes. Diante disto escalou um time de BELDADES nos quesitos comunicação, design e futebol para definir o vencedor. O time foi formado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o designer Hans Donner, a modelo Gisele Bündchen, o escritor Paulo Coelho e a cantora Ivete Sangalo, além do presidente da CBF e do COB, Ricardo Teixeira, e do secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke. Nada contra cada um deles, bons nas áreas que atuam, mas para escolher este logo acho que não tem NADA a ver. O resultado…

Em minha opinião teríamos uma infinidade de outras coisas a abordar ou simbolizar que não a taça da copa, e outras cositas mas… Acho que nessa proposta aqui a África pisou na bola.

Já a segunda marca, dos jogos olímpicos, foi divulgada momentos antes da virada do ano, apresentada nos telões do Rio para o mundo todo. Na primeira vez que a ví achei uma marca aconchegante, harmoniosa, carinhosa. Ao mesmo tempo, tudo a ver com o Rio.

Foi então que chegando em casa vi um link da @daniellytavares que traz o logo e dois vídeos, um conceito e outro sobre o processo de criação da marca. Perceber ao longo do vídeo que o que foi pensado e planejado para o logo iam ao encontro do que senti/pensei quando o vi foi muito legal, principalmente por atestar que realmente o objetivo foi atingido. A agência que o criou foi a Tátil.

O exercício que fica é anotar ao lado, agora, aí em uma folha, o que você pensa e sente ao olhar o logo e só então ver o vídeo do fim do post. É um exercício interessante para entender como é complicado fazer o caminho inverso, ou seja, criar a marca a partir destes atributos e sentimentos. Nos resta esperar 2014 e 2016, respectivamente, torcendo primeiro para que nosso país esteja pronto para receber estes grandiosos eventos e principalmente visitantes do mundo inteiro!

[vimeo 18331485]

Em tempo, após a divulgação da marca e de algumas idas e vindas a Tátil foi acusada de plágio pela nova marca. A denuncia saiu em diversos veículos de comunicação, como a Exame. Pra mim um pouco de exagero DEMAIS a acusação. Até mesmo as concorrentes disseram à Folha que não acreditam que isto tenha ocorrido. Se for assim, qualquer símbolo com pessoas de mãos dadas será plágio, ou até mesmo não poderemos criar nada novo! :-S

Pedro Prochno
Pedro Prochno
Sou fã das Relações Públicas*! Graduado em RP e com um MBA pela FGV, sou empreendedor na área e gerente de comunicação da Uber. Sou Pai do “relações”, Mergulhador, DJ e mto curioso! Adoro viajar, conhecer novas culturas, pessoas e formas de se ver o mundo!
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