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Muito além dos reclames do plim plim

Nasceu o capitalismo e junto com ele a necessidade de se convencer pessoas a comprar algo que elas nem sempre precisam, #fato (as mulheres que o digam, sempre PRECISAM de algo :-))! A publicidade veio justamente para criar “peças” que façam esta ponte (um dos meios do convencimento) entre o consumidor, que nem sempre precisa do que está se ofertando, e o vendedor.

Escutei de um diretor de uma grande agência de publicidade durante um dos workshops sobre as campanhas de Cannes, lá no finado Banco Real, que o Brasil tem um dos mercados publicitários mais desenvolvidos do mundo. Nossas agências criam peças excepcionais e de altíssimo nível, prova disso são os constantes reconhecimentos em Cannes e tantas outras premiações.

Me chama a atenção, porém, peças que saem do convencional, que mudam a abordagem, que vão além do vender o produto ou serviço e partem para o institucional. São as peças que ajudam a construir a imagem e reputação de uma organização sem ter como foco principal a venda. Algumas dessas campanhas, para se diferenciarem resolvem criar “músicas” para tal. Diante disto, e já tendo visto algumas delas por aí, entrei em contato com Décio Clemente, da Dclemente Associados e colunista da Rádio Jovem Pan (Fique por dentro do Marketing), para perguntar sua opinião sobre o assunto.

Apresentei três campanhas que me chamaram a atenção nos últimos tempos, são elas:

Campanha da Mastercard (2007) – Viajante Mastercard

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/10495237″]

Campanha de fim de ano do Bradesco (2010)

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=A7xCfzNSpPQ]

Campanha da NET (2010/11) que está no ar (veja aqui no facebook)

Após apresentar as peças perguntei se é uma tendência o uso de músicas para falar de empresas. Décio disse que não, que isto já é usado a bastante tempo. Citou campanhas de cervejarias como Brahma e Nova Skin (Zeca Pagodinho e Ivete Sangalo) para ilustrar. Se continuarmos podemos pegar ainda a Cláudia Leite e o Guaraná Antártica. Segundo ele estas “musicas” são, porém, um diferencial:

Essas “trilhas musicais” bem elaboradas para comerciais são diferenciadas sim, além de ficarem muito mais caras, mas isso o consumidor percebe, e gosta, desde que esses comerciais com essas musicas tenham muita veiculação, no rádio e na TV, se não, não adianta e não pega.

Corrido um tempo das campanhas que mencionei acima, vemos que o Bradesco está usando a mesma musica para diversas de suas campanhas e a NET resolveu criar diferentes versões dá música para falar de diferentes produtos (Fibra Óptica, NET HD, etc.). Clemente ainda lembrou de duas campanhas que foram muito felizes com este mote de usar músicas. A primeira foi feita na década de 80 por Zé Rodrix para a Chevrolet. Ela teve muita repercussão e as pessoas gostaram bastante:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=cf-_G5y2FOI]

A segunda, mais recente, foi feita pela Coca-Cola para a Copa do Mundo. Wavin` Flag do K`naan  foi tema da competição, foi veiculada mundialmente e realmente pegou, claro, em se tratando do maior evento do mundo! A música teve até uma versão em português cantada pelo Skank (1m30).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=pO1EmsKB_fI]

Segundo Clemente, “Todo comercial de sucesso tem um misto de criatividade, bom gosto e repetição, como já dizia o grande Zé Rodrix, especialista nessas produções.”. Sabemos que o mais “pesado” de uma campanha é realmente a veiculação, mas é o que a faz pegar. Ou investe-se pesado nisto, ou torcemos para a campanha viraliza, o que evita investimento pesado em veiculação:

Muitas empresas arriscam fazer musicas inteiras desse tipo para tentarem repercussão na internet, tem gente que gosta, baixa o link para seus móbiles e escutam pra valer. A musica da Coca Cola para a Copa da África foi assim, sucesso total.

De uma forma ou de outra, realmente as músicas são uma abordagem diferente em um mundo onde, cada vez mais, diferenciar-se apenas em uma campanha é algo muito difícil. Os publicitários precisam mais e mais gastar muito fosfato para pensar em coisas novas e diferentes que nos façam “PRECISAR MUITO” daquele produto ou serviço! 😛

Pedro Prochno
Pedro Prochno
Sou fã das Relações Públicas*! Graduado em RP e com um MBA pela FGV, sou empreendedor na área e gerente de comunicação da Uber. Sou Pai do “relações”, Mergulhador, DJ e mto curioso! Adoro viajar, conhecer novas culturas, pessoas e formas de se ver o mundo!
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