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Afinal de contas, crises corporativas podem ou não ser evitadas?

Para iniciar minha série de posts sobre Gestão de Riscos e Prevenção de Crises, gostaria de avaliar com vocês um acontecimento inusitado, que colocou o homem mais importante do mundo, chefe da nação mais poderosa do mundo, numa situação internacionalmente constrangedora e vexatória.

Assista ao vídeo e depois vamos conversar sobre o assunto.

 

 

Essa é ou não uma situação ridícula e vexatória? Você pode imaginar o que o presidente Barack Obama e sua mulher sentiram nesse momento?

Você observou o ar de “desentendido” do motorista após sair do carro? O que você imagina que ele disse ao presidente Obama, que estava dentro do carro? O que você imagina que o chefe de segurança disse a ele sobre o que aconteceu?

Esse episódio foi suficiente para ridicularizar o sistema de segurança da presidência dos Estados Unidos. Alguns meses antes, quando a nova limusine do presidente foi apresentada ao mundo, as informações eram de que se tratava de um automóvel construído com a mais alta tecnologia existente. Além de ser luxuosa, confortável e climatizada, ela é equipada com dispositivos indestrutíveis de segurança e dotada de sistema inviolável com controles eletrônicos e informatizados.

A limusine presidencial tem autonomia de funcionamento e de rodagem. Ela continua rodando mesmo com os pneus furados ou estourados. Segundo o chefe da segurança presidencial, os ocupantes desse automóvel estão absolutamente seguros, porque estão protegidos com o mais perfeito sistema de segurança já montado num carro oficial.

Então, como pode uma simples elevação do trilho de correr do portão da embaixada americana na Irlanda colocar o presidente da nação mais poderosa do mundo numa situação vexatória, insegura e incerta como essa?

Teria sido possível prever esse episódio? Isso poderia ter sido evitado? Trata-se da maior negligência e incompetência já registrada do serviço de segurança presidencial, que não levou em conta os princípios basilares de antecipação e prevenção de riscos.

E qual foi o tratamento de “administração de crise” adotado após o fato gerador? O primeiro deles foi chamar a perua van para “cobrir” o carro presidencial e, em baixo de vaias e assovios, tampar a visão das câmeras e dos olhos atentos dos admiradores, para que o presidente pudesse sair em “segurança”.

Esse caso ocorreu pelas mesmas razões que acorrem, na maioria das vezes, outras crises empresariais. E a situação foi tratada exatamente como se tratam as demais situações de crise vividas pela maioria das empresas: sem análise de riscos, sem antecipação e prevenção.

Podemos afirmar seguramente que os riscos podem ser identificados antecipadamente e as crises corporativas podem ser perfeitamente evitadas. Você acredita nisso?

Para refletir sobre isso, você poderia dizer qual é a diferença entre “gerenciamento de crises”, “administração de crises” e “prevenção de crises” e como cada um deles funciona?

Veremos isso no próximo post. Até mais.

Flávio Schmidt
Flávio Schmidt
Sou Relações Públicas por formação, trabalho e paixão. Esses três aspectos estão sempre presentes em todas as coisas que faço. A formação me dá uma condição diferenciada sempre que preciso fundamentar qualquer posição diante de situações pessoais e de trabalho. O trabalho contínuo me deu muita oportunidade de testar e checar os seus fundamentos e a experiência que pude desenvolver ao longo desses tantos anos de atividades. Mas a paixão por Relações Públicas é que me fez mover e intensificar tudo ao meu redor.
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