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Como desconstruir uma marca

Esta semana pudemos ver um exemplo claro de como desconstruir uma marca, Zara e a acusação de trabalho escravo, feita pelo programa : A Liga .

Com certeza, este não é primeiro post que leu sobre o assunto e espero que não seja o último, afinal estamos falando antes de tudo, de pessoas que produzem para outras pessoas, uma relação humana.

Como já falei aqui, marca é percepção, o que sentimos, como admiramos , no que acreditamos e pensando nisso é que construímos o seu propósito , damos significado e conteúdo a uma  empresa representada por uma marca, este é um dos papéis dentro da gestão de marca, não é fácil, é complexo, uma evolução diária e ao mesmo tempo delicada, pois pode ser minada rapidamente.

Quando uma empresa opta por investir em branding, estamos falando não só da imagem externa, falamos de uma transformação cultural, de processos e atitude que a organização terá que passar ; não adianta dizer que você é uma empresa moderna quando tem milhares de processos burocráticos, não adianta dizer que pensa em saúde quando coloca na composição do produto milhares de substâncias nocivas e não adianta dizer que é para o bem estar quando na verdade explora os outros, isto não se sustenta por muito tempo.

O discurso idealista não faz parte do que quero falar, e nem cola mais. Hoje no Brasil vivemos em país de completa transformação, onde 31% dos jovens acreditam em respeito e cidadania , e mais do que isso fazem revoluções silenciosas.

As redes sociais são os meios para manifestar o que sentem e ai vemos onde tudo é posto a prova e sem controle, o que faz o caso da Zara tomar grandes proporções, afinal o feedback é instantâneo.

Mas se pararmos para pensar, a Zara não é a primeira empresa envolvida em questões como essa, o exemplo clássico é a Nike que enfrentou uma grave crise de imagem pelo mesmo problema, ou o McDonald’s após o documentário “Super Size Me”, que apesar de ser uma rede de junk food, teve que incorporar alimentos saudáveis em seu cardápio, em um momento como esse, a melhor forma é rever o que essa marca quer ser, como quer fazer parte da vida das pessoas e transformar os erros em ações concretas.

Como a Arezzo que se envolveu recentemente em  um boicote organizado na internet contra a coleção PeleMania, que no final do quarto dia teve como resultado a completa retirada da coleção de todas as lojas, afinal não adianta ir contra o que a maioria não apoia.

Para fechar, se uma marca tem um propósito definido, é com ele que ela tem que trabalhar para construir o seu negócio, seus valores, cadeia produtiva; ela e o seu time são responsáveis por serem os guardiões dessa marca.

Fontes: A Liga | Blog do Sakamoto | Mundo do Marketing | Sonho Brasileiro | Foto: SimpleHer

 

Danielly Tavares
Danielly Tavares
Sou Danielly Tavares, Relações Públicas. Minha vida profissional foi da indústria de embalagens á moda, com pit-stop em marketing esportivo até chegar em Gestão de Marcas (branding). Fui trainee na Ana Couto Brading & Desing e hoje faço parte da equipe Interbrand Brasil. Acredito na liberdade, sou sentimental, curiosa, adoro tendências, por isso, também tenho o meu blog: EU VI ISSO, amo brigadeiro, Maple Syrup, Toronto, um bom livro, cinema e uma bela tarde de sono.
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