Públicos Malditos

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Públicos Malditos

A brincadeira do título do post com a campanha da Nissan, Pôneis Malditos, tem muito a ver. Eu não vou falar aqui sobre os aspectos técnicos da campanha, o buzz que ela gerou (que foi indiscutivelmente alto), se ela afeta ou não as criancinhas, se o CONAR tem razão em investigar, se as pessoas que a denunciaram realmente o estão fazendo de forma racional e tudo mais.

Vamos usar a campanha para analisar Públicos! (e logo me vem a imagem de Fábio França em suas aulas)

Depois de assistir a campanha na segunda-feira da semana passada (01/08) fiquei pensando na mesma coisa que SEMPRE me vem à cabeça depois que vejo uma campanha muito bem pensada, amarrada e voltada para a WEB: Será que os internautas/redessociaisaddicteds são realmente o foco da coisa? Pra mim é nesse ponto que a “porca torce o rabicó”!

Mandei um e-mail rápido pra nossa expert de redes sociais aqui do #blogrelacoes, @carolterra, e ela volta com a mesma opinião. Ipsis literis perguntei:

“bateu uma dúvida cruel aqui depois que vi a tão falada “Poneis Malditos” da Nissan….

Os caras criam uma campanha legal, bem humorada. Frontier é um carro grande, voltado para um público mais “maduro” ou até mais velho! Acho que muitas das pessoas que compram este tipo de carro dificilmente estão nas redes sociais.

Assim sendo, pq a LewLara criaria algo assim? É apenas para criar buzz e recall da marca nas redes ou efetivamente pensa-se em ter retorno do valor investido com compra de carros?

O que digo é, pra mim, uma ação dessa nas redes sociais dificilmente impacta o público alvo realmente comprador do produto…”

Em minha opinião pessoal, e fiquem a vontade para discordar E dizer os pqs nos comentários, a web, as ações digitais, as redes sociais viraram uma febre tão grande que ninguem mais pouquíssimas empresas efetivamente fazem a lição de casa e pensam no público alvo ao criar algo assim. Indo além, pra mim esta ação em redes sociais (que foi muito bem feita) serviu para justificar uma campanha e mostrar para o cliente que ela “bombou”, mesmo sem acertar na mosca o público alvo.

Acho que as vezes nós misturamos o fazer coisas “legais e diferentes” com o fazer coisas “efetivas”. Eu não sou contra este tipo de propaganda, pelo contrário mas, poxa… e os públicos?

Pedro Prochno
Pedro Prochno
Sou fã das Relações Públicas*! Graduado em RP e com um MBA pela FGV, sou empreendedor na área e gerente de comunicação da Uber. Sou Pai do “relações”, Mergulhador, DJ e mto curioso! Adoro viajar, conhecer novas culturas, pessoas e formas de se ver o mundo!
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