Os blogs corporativos morreram?

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Os blogs corporativos morreram?

Vou tentar responder a essa questão ao longo do texto, mas sou absolutamente suspeita para dizer que não! Afinal, acabei de atualizar o meu livro “Blogs Corporativos: modismo ou tendência?” e ainda acredito na força da ferramenta.

Quando as mídias sociais, ou melhor, quando a internet despontou nos fins dos anos 90 e início dos 2000, muita gente decretou que esse seria o fim da mídia tradicional (TV, rádio, jornal, revista etc). Pois não foi!

O que aconteceu e vem acontecendo é que os meios ditos clássicos se modernizaram, passaram a usar a web como suporte, incorporaram muito do digital em sua programação e estão aí, “vivinhos da Silva”. Vemos interatividade na programação da TV com perfis de Twitter e fanpagens do Facebook dos programas, dos apresentadores, dos artistas; no rádio, então, as possibilidades são imensas e o cross media e a referenciação são recursos utilizados por esse meio; nas revistas e nos jornais também vemos pílulas de informação das publicações sendo aproveitadas nas mídias sociais gerando interatividade e proximidade com o público leitor. Até escolhas de pauta, votações da audiência já são realidade para os nossos meios de comunicação tradicionais, certo? Até aqui, portanto, espero tê-los convencido de que a mídia digital não matou a clássica, ok?

Escuto algumas pessoas dizendo terem abandonado seus blogs após o Facebook, Twitter ou por outras redes. Pode até ter acontecido, mas quem vive de blog (problogger) ou para organizações que desejam criar uma relação profunda de relacionamento e diálogo com seus públicos de interesse, os blogs corporativos ainda funcionam como excelente alternativa. A organização não precisa escolher entre um instrumento e outro. Pode, muito bem, ter um blog e explorar pílulas de informação de seu website e do seu diário corporativo em perfis do Twitter, do Face, do Pinterest, do Instagram etc. Uma mídia não mata a outra, pode complementar, trabalhar a favor, ajudar na referenciação, no tráfego, na movimentação de pessoas. E cada mídia social pode ter um público específico: há aqueles que desejam mais profundidade, aqueles que preferem apenas pílulas de informação, aqueles que querem comentar posts em fanpagens, aqueles que querem replicar fotos, apenas curtir e assim por diante. Há espaço para todos e é preciso atender a diversidade!

Veja aqui uma análise da BooBox sobre o conteúdo dos blogs de 2011.

Acho que respondi à minha questão inicial, certo? 😉

Carol Terra
Carol Terra
Carolina Terra é doutora e mestre em Interfaces Sociais da Comunicação, ambas pela Escola de Comunicações e Artes da USP. É pesquisadora, consultora e professora de Mídias Sociais e Comunicação Organizacional, atuando como docente na Fecap, FAAP, Belas Artes e ECA-USP. É autora do livro Blogs Corporativos (Difusão Editora) e editora do blog RPalavreando.
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