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Path e Grandstand: o que nós temos a ver com isso?

O mundo da comunicação digital tem uns eventos que são destaque nesse cenário, que lançam tendências e um deles é o festival South by Southwest, ou SXSW, que surgiu como um evento de música e cinema, no final da década de 80, e acabou por se transformar por conta do advento da internet, da tecnologia e a febre das startups.

Para se ter ideia da importância desse evento, foi de lá que saíram “startups” como o Twitter e o Foursquare.

A partir desse evento também, o site Mashable, especializado em tecnologia, criou uma espécie de ranking das startups mais comentadas e que estão na boca dos empreendedores.

Vou comentar de duas delas aqui: a Path e a Granstand.

A segunda empresa mais falada do evento, de acordo com o termômetro do Mashable, foi a Path, que se configura numa espécie de rede social só para amigos íntimos. Aí nos perguntamos: poxa, mas se há uma rede como o Facebook, pra que entrar em uma rede quase que privada? Porque muitas vezes somos obrigados a adicionar pessoas de nosso círculo de relacionamento que não necessariamente queríamos que tivesse acesso às nossas fotos, eventos, locais que frequentamos etc. E por que essa é significativa? Porque já recebeu duas rodadas de investimento, totalizando 11,2 milhões de dólares. Não precisamos entrar nela agora, mas fiquemos de olho. Quando uma rede está ou se tornou muito popular e populosa, como foi o caso do Orkut e é a tendência do Facebook, é natural que as pessoas comecem a procurar por novidades que supram suas necessidades de comunicação. Nesse caso, de comunicação mais íntima, mais privada, mais “laços fortes.

Já a startup Grandstand é uma plataforma que auxilia empresas, lojas ou agências de publicidade a criarem experiências de consumo mais interessantes. A Granstand trabalha para aumentar a participação das marcas na rede social transformando a colaboração dos usuários em jogos ou prêmios, por exemplo. Isso, em tese, incentivaria os consumidores a postarem, fazerem check-in e curtirem, o que espalha ainda mais a marca nas redes. Essa, do ponto de vista corporativo, parece ser mais interessante que a rede que citei acima. Mas, será que as empresas precisam de uma agência que faça esse meio de campo para elas? Porque as marcas têm tantas dificuldades de conversar com o consumidor diretamente e promover esse diálogo/relacionamento? Algum palpite?

Quem me deu a dica desse post foi o Pedro Prochno (obrigada!) e me baseei em uma matéria da revista Exame para fazê-lo.

 

Carol Terra
Carol Terra
Carolina Terra é doutora e mestre em Interfaces Sociais da Comunicação, ambas pela Escola de Comunicações e Artes da USP. É pesquisadora, consultora e professora de Mídias Sociais e Comunicação Organizacional, atuando como docente na Fecap, FAAP, Belas Artes e ECA-USP. É autora do livro Blogs Corporativos (Difusão Editora) e editora do blog RPalavreando.
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