Redes sociais próprias: solução ou dispersão?

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Redes sociais próprias: solução ou dispersão?

Para começar: o que são as tais rede sociais proprietárias ou corporativas? São plataformas criadas pelas organizações para reunir interessados, membros, clientes e parceiros em torno de uma temática específica de interesse dessas marcas. Exemplos disso são a rede da Dell (IdeaStorm), colaborativa para compartilhamento de ideias; a do Starbucks (MyStarbucksIdea) com a mesma finalidade, assim como a da PepsiCo (Snacklife), a da Fiat (FiatMio), entre outras.

Redes sociais proprietárias são também, muitas vezes, oportunidades de negócio para as empresas que possuem vasto público interno ou misto que precisa de uma plataforma central de comunicação e colaboração. Funcionaria como uma intranet, mas com possibilidades maiores e mais nobres, pois o funcionário poderia, em tese, compartilhar conhecimento em projetos, com colegas que trabalham em outros países, estados, cidades; fariam de seus perfis algo como um misto de LinkedIn e Facebook só que com finalidades internas.

Escolas, universidades, clubes/times, grandes corporações com filiais, forças de vendas, presença em diversas praças etc são alguns dos exemplos que justificam a criação de redes sociais próprias para comunicação interna, com parceiros de negócios, fornecedores ou ainda com públicos externos de nicho.

São ferramentas que auxiliam na construção dessas redes:

  • Ning.com: ferramenta global que possui traduções para vários idiomas. Oferece 30 dias de avaliação e planos que variam de R$ 9 a R$ 99 mensais.
  • Elgg.org: ferramenta similar à Ning.
  • SuaRede: serviço brasileiro de redes sociais privadas. Oferece 30 dias de avaliação grátis e um único plano completo por R$ 99 mensais. Possui funcionalidades específicas para empresas, igrejas, fã-clubes, academias, bandas e condomínios.
  • Yammer.com: em inglês, sem tradução para o português. Foca somente em redes sociais para empresas, mas oferece um plano grátis com muitas limitações. O plano pago custa US$ 5 por usuário, o que tornaria o serviço muito mais caro.
  • Lotus Connections: ferramenta da IBM customizável para cada necessidade. No site não informa o custo.
  • Zyncro: ferramenta que permite construção de rede social própria e também possui integração com as “mídias sociais de massa”.
  • Chatter: ferramenta oferecida pela Salesforce. Vídeo explicativo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=puydh-ey_2k.
  • ByYou (Totvs): ferramenta criada pela Totvs para a criação de sites corporativos e também intranets com fóruns, blogs, wikis, imagens, vídeos e demais integrações com mídias sociais.

Outras ferramentas podem ser encontradas aqui: http://www.vocimo.com/2011/06/02/papos-em-rede-cenario-das-plataformas-corporativas-de-software-social/.

 

Trata-se também de oportunidade de atuação para qualquer empresa que busque desenvolver um determinado tema a fundo e com propriedade e dedicação para públicos de interesse. No entanto, o grande desafio está em como tornar as redes sociais corporativas atraentes para os públicos a que se dirigem e que sejam visitadas, úteis e funcionais.

O pote de ouro nesses casos é sempre o mesmo: tais plataformas têm que prestar um serviço de utilidade para o usuário a que se destinam. Do contrário, caem no esquecimento ou passam a ser mais uma obrigação para quem tem que usá-la. Além disso, é preciso fazer um trabalho forte de moderação, estímulo, incentivo e recompensa até que a cultura de uso esteja consolidada. Isso sem contar na forte divulgação que deve ser feita. E de quem é essa tarefa? Pode ser do profissional ou do gestor de comunicação, claro! Vai abraçar? 😉

Carol Terra
Carol Terra
Carolina Terra é doutora e mestre em Interfaces Sociais da Comunicação, ambas pela Escola de Comunicações e Artes da USP. É pesquisadora, consultora e professora de Mídias Sociais e Comunicação Organizacional, atuando como docente na Fecap, FAAP, Belas Artes e ECA-USP. É autora do livro Blogs Corporativos (Difusão Editora) e editora do blog RPalavreando.
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