Como cobrar por serviços de comunicação? | Os serviços e a formação dos preços

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Como cobrar por serviços de comunicação? | Os serviços e a formação dos preços

Como cobrar por serviços de comunicação? Quem pode me ajudar?
O complicado universo dos preços de comunicação.
Post 2 – os serviços e a formação dos preços

Uma agência padrão tem um escopo de serviços pré-definidos, que, em geral, são:

  • A assessoria de imprensa, que vai desde os serviços básicos de preparação de conteúdos (releases, notas de imprensa, comunicados, statements ou sugestão de pauta, etc) e disseminação de informações com análise de noticiário, programas mais elaborados de relacionamentos até níveis estratégicos. No nível de pacotes de serviços são conhecidos os press tour, press trip, media monitoring, lançamento de produtos, programas de almoços e encontros, visitas, entrevistas, coletivas presenciais e eletrônicas, o media training, que também tem diferentes níveis e o serviço mais sofisticado de gerenciamento de crise e seu respectivo treinamento. Os preços variam dependendo da combinação entre eles.
  • Os serviços na área de comunicação digital, que se tornou muito mais atraente que a própria assessoria de imprensa e tem muito mais ações que a assessoria de imprensa, sem falar da complicada administração de crises nas redes sociais.
  • A comunicação interna, com os produtos periódicos, como jornais, revistas, murais, campanhas ou com a realização de pesquisa e planejamento.
  • A organização de eventos, que tem um leque muito grande de serviços desde planejamento e logística, encontros empresariais, recepção de convidados e visitas, solenidades, inaugurações, seminários, congressos e convenções.
  • As publicações e produção de conteúdos são outra área que tem vários serviços definidos que podem ser desde a criação de projetos editoriais e gráficos de periódicos internos ou externos (jornais e revistas) como todo o processo de elaboração e produção final. Além da produção de conteúdos para eletrônicos como sites, portais, blogs ou informativos.

Afinal, quanto deve ser cobrado um plano de assessoria de imprensa? Ou para uma ação nas redes sociais? E se você for organizar um evento? Ou produzir uma publicação?

Isso sem falar nos programas com comunidades, quando você tem que orçar uma campanha socioambiental, com pesquisa de opinião e avaliação social ou ainda para organizar uma audiência pública numa comunidade.

Para complicar ainda mais, como você orçaria um programa na área governamental, tão necessária atualmente. Quanto custa para realizar um plano institucional de governo para a empresa?

Se essas são apenas algumas áreas de atuação das agências, imaginem quantos produtos e serviços podem ser extraídos de cada uma delas. Será possível quebrar tudo isso em tarefas e colocar em pacotes de serviços para precificar? Será que é possível, diante de tanta complexidade, tentar definir quanto custa escrever um texto ou quanto custa para disseminar uma informação?

Será que dá para padronizar ou montar uma tabela para tudo isso?

Vamos ver isso no próximo post e avaliar os processos de formação de preços desse intrincado escopo de serviços de relações públicas. Se quiser contribuir com alguma sugestão, por favor, coloque suas opiniões nos comentários, que eu apresentarei num próximo post.

 

Veja o primeiro post da série: A concepção, o contexto

Flávio Schmidt
Flávio Schmidt
Sou Relações Públicas por formação, trabalho e paixão. Esses três aspectos estão sempre presentes em todas as coisas que faço. A formação me dá uma condição diferenciada sempre que preciso fundamentar qualquer posição diante de situações pessoais e de trabalho. O trabalho contínuo me deu muita oportunidade de testar e checar os seus fundamentos e a experiência que pude desenvolver ao longo desses tantos anos de atividades. Mas a paixão por Relações Públicas é que me fez mover e intensificar tudo ao meu redor.
Acompanhe:
Como cobrar por serviços de comunicação? | Os serviços e a formação dos preços

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