Relações Públicas têm um objetivo comum

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Relações Públicas têm um objetivo comum

Objetivo comum

Quando ainda era criança, e depois como adolescente, fui uma pessoa com várias habilidades, muitas ideias, sonhos de vida, vocações… Aliás, creio que em muitos sentidos ainda sou. Gostava de várias atividades que conhecia e profissões em que via profissionais atuando, e conseguia me ver e ver o meu futuro em muitas delas.

Quis ser arquiteta, e fiz muitas e muitas plantas baixas de casas para a Susi (que era a Barbie da minha época) e até construí, sozinha uma casa de paredes de cartolina e assoalho de compensado, com móveis, onde minha Susi morou por um tempo e onde recebia os amigos (outras Susis, um Beto e um Falcon!). A paixão por civilizações antigas e pela influência delas na história da sociedade ocidental me fez querer ser arqueóloga, e até hoje amo história antiga e mitologia. A admiração pela medicina e sua capacidade de minimizar o sofrimento físico me fez querer ser médica – e ainda adoro percorrer corredores de hospitais e sentir o cheiro dos adstringentes e antibióticos. O amor pelos animais e pela natureza levou um teste vocacional que fiz a me dizer que deveria cursar Zootecnia… E finalmente, minha vontade de ajudar as pessoas a serem felizes me fez escolher Psicologia e finalmente cursar Relações Públicas! Mas essa história já contei em Missão de Vida: sempre Relações Públicas! E isso sem falar no meu gosto por costura e artesanato em madeira, que viraram hobbies para os quais há mais de dois anos não tenho tempo.

Há alguns anos brinquei dizendo que para que eu pudesse dar vazão a todas essas habilidades e vocações eu teria que ter pelo menos uns dez clones, cada um desenvolvendo profissão diferente. Minha mãe – uma pessoa muito prática e que acredita que sucesso na vida está diretamente relacionado a ganhar muito dinheiro, construir carreira em empresas de renome e ter cargos de destaque, como a maior parte das pessoas da sociedade atual –, falou-me há não muito tempo que eu, na minha idade, já deveria ter me dado conta que essa profissão que escolhi não dá certo – já que não alcancei sucesso no conceito dela – e que eu precisava mudar de atividade e carreira. E, sabe? Em parte ela tem razão.

Raros, raríssimos são os Relações Públicas que ganham muito dinheiro, enriquecem, fazem carreira em uma única e sólida empresa, com cargos de diretoria ou presidência. O que ela e a esmagadora maioria das pessoas não entende, mesmo depois de tentarmos explicar mil vezes, é que ser Relações Públicas não é uma questão de escolha de profissão, mas de missão de vida, de ser um agente de comunicação capaz de fazer com que pessoas, empresas, sociedades sejam mais equilibradas, mais justas, mais felizes. E para isso não precisamos ser ricos, até porque ser muito rico é um desequilíbrio social. Nem precisamos ter destaque em grandes cargos, porque nosso reconhecimento está na satisfação que vemos nos olhos e na vida dos outros e não em holofotes voltados para nós. Nem precisamos construir carreira em uma só empresa, quando quem precisa do nosso trabalho são as empresas que têm a humildade de reconhecer que estão sempre aprendendo a ser melhores.

Objetivo comum

Os Relações Públicas podem ser pessoas diferentes, mas com objetivos comuns!

Mesmo quando há diferenças, divergências, e até desentendimentos entre colegas de profissão – e sim, eles existem porque não somos perfeitos! –, o que realmente importa é que temos um mesmo objetivo, e que por meio dos nossos esforços, em conjunto ou individuais, estamos trabalhando pelo bem comum e cumprindo com aquela que acreditamos ser a maior das vocações: ser Relações Públicas!

Por isso, neste 2 de dezembro, Dia Nacional das Relações Públicas, mais uma vez – e sempre – parabenizo todos os colegas e futuros colegas pela escolha feita quando decidiram abraçar esta profissão, mesmo sabendo que talvez não seja aquela que sua mãe sonhou para vocês!

Ana Manssour
Ana Manssour
é Relações Públicas pela PUC-RS, com aperfeiçoamento em Comunicação Empresarial pela ESPM-RS e mestre em Administração com ênfase em Organizações pela UFRGS. Conta com mais de 35 anos de carreira profissional em vários segmentos de mercado. Foi professora em cursos de graduação e pós-graduação no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Foi idealizdora, fundadora e sócia por sete anos do portal feminino Plena Mulher. Empresária e diretora da Pró.RP Relacionamentos Sustentáveis, atualmente redireciona toda a experiência profissional, acadêmica, familiar e pessoal para apoiar o empoderamento feminino por meio do projeto Verbo Mulher, iniciado em 2015 e criado para apoiar as mulheres a alcançarem o máximo do seu potencial realizador e promover a equidade de gêneros nas empresas e na sociedade.
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