Vamos falar sobre “Cultura”?

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Vamos falar sobre “Cultura”?

O que é certo: Capitalismo, Socialismo ou Comunismo?

Qual é correto: Monogamia ou Poligamia?

Quem é fanático: Judeu, Católico, Evangélico, Budista ou Muçulmano?

Qual cultura é correta: Brasileira, Espanhola, Americana, Iraniana, Chinesa ou Russa?

Agora justifique a sua resposta!

Difícil né?

Comparar Banana com Banana (como dizia meu professor de física da escola), é fácil, mas a hora que queremos comparar coisas diferentes fica tudo mais complicado. No caso de Capitalismo, Comunismo e Socialismo, estamos falando de sistemas econômicos, mas eles são completamente diferentes, tem princípios e formas de pensar diferentes, não dá pra dizer que um é melhor que o outro. Tudo na vida é assim!

Cultura é algo complicado. Cada aspecto da vida das pessoas, da religião, da economia, das artes, da política influencia como estas vivem, trabalham, se relacionam. Por isso trabalhar em empresas globais é tão complicado.

Quem aqui nunca passou ou nunca ouviu alguém reclamar sobre comunicações que chegam da matriz, de outro país, e que não tem nada a ver com o brasileiro? Quem nunca escutou a expressão “Empresas globais comunicação local”? Estes casos são aqueles que demandam a famosa “nacionalização” ou “tropicalização” como alguns gostam de falar.

Meu objetivo aqui é nos fazer refletir sobre o sofrimento que empresas espanholas tem passado no Brasil. Zara teve perrengues, o Santander com a compra do Real, a Telefônica e a aquisição da Vivo. As três espanholas sofreram baques aqui. As duas últimas, baques mais complicados ainda quando se tratava de integrar culturas organizacionais diferentes.

Santander e Telefônica sofreram duros golpes de marca pela forma com que mantinha a sua cultura organizacional. Quando compraram os respectivos Banco Real e Vivo, viram aí uma oportunidade de “maquiar” a realidade. O Santander tentou colar sua imagem no quesito “humano e próximo” que tinha o Real. Brincávamos que o Real era o banco amigo, sustentável e que o Santander era um gigante devorador de criancinhas, isso por como cada um fazia suas propagandas institucionais! Se você analisar campanhas publicitárias das duas instituições em 2007/2008 vai notar a diferença nos discurso (musicas, imagens, falas, dinamismo).

A Telefônica, ao meu ver, quando comprou a Vivo pensou principalmente em dois pontos: 1- precisamos investir em um novo nicho, pois ninguém mais tem telefone fixo (só a minha avó) e 2- (menos provável, mas válido) trocar o seu nome, desgastado, por um que tem mais simpatia entre os consumidores.

Aspectos culturais espanhóis estão intimamente ligados à cultura das duas empresas no Brasil. Já vi comunicadores levando esta discussão para o nível de analisar o perfil colonizador dos espanhóis, justificando a voracidade com que eles entram e ocupam os países que resolvem atuar.

Cultura é complicado. Quer seja na relação entre pessoas de uma mesma empresa, entre cidades, Estados, regiões do Brasil ou entre países, precisamos sempre estar atentos para as diferenças e diferentes formas de se entender e lidar com as coisas para sempre conseguir comunicar da forma mais correta possível (e com o menor ruído).

Pedro Prochno
Pedro Prochno
Sou fã das Relações Públicas*! Graduado em RP e com um MBA pela FGV, sou empreendedor na área e gerente de comunicação da Uber. Sou Pai do “relações”, Mergulhador, DJ e mto curioso! Adoro viajar, conhecer novas culturas, pessoas e formas de se ver o mundo!
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