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Será esse o caminho para conquistar um país justo?

Fico olhando a história do nosso país, que é semelhante à de tantos outros países, e vejo que tudo se repete. Os jovens de cada época sempre achando que “inventaram a roda”, que “acordaram” e “acordaram o país”, que irão às ruas protestar pacificamente e não haverá nem vandalismo nem reação militar e “consertarão as coisas”.

Parece, caros amigos, que não fomos eficazes nem em casa nem nas escolas para relatar a história sem parcialidade ideológica e mostrar aos nossos filhos – os jovens adultos de hoje – que nunca houve resultado positivo proveniente dessas ações. Sempre há alguém – seja simplesmente por ação da adrenalina no sangue, seja por motivações terceiras – que joga a primeira pedra e, ao fazer isso, desencadeia o que chamamos de “comportamento de massa”, estimulando comportamento semelhante em suficiente quantidade de pessoas (ponto crítico) para criar uma situação de vandalismo e violência que, pelo simples fato de acontecerem, esvaziam de razão o movimento.

Historicamente, não foram as guerras e revoluções que resolveram as questões políticas, sociais e econômicas, mas as negociações decorrentes das mazelas causadas pelas guerras: milhões de mortes, milhares de sequelados de todos os tipos, destruição de prédios e monumentos, de bairros, cidades e países inteiros, prejuízos incalculáveis tanto em termos financeiros quanto de vidas. Foram os negociadores que conseguiram mudanças e não os milhões que lutaram muitas vezes sem nem saber que as aparentes “razões” pelas quais lutavam não eram as que pensavam e, na verdade, estavam sendo manipulados por poderosos que jogavam um jogo de xadrez reservado aos “grandes”.

E lá vão nossos filhos e nossos jovens de hoje às ruas acreditando que estão fazendo algo diferente que irá mudar o país. Afinal, estamos nos tempos da Internet e das Redes Sociais, e tudo pode ser transmitido e multiplicado em tempo real por câmeras nas mãos de todos e qualquer um, certo?

Mas eu pergunto: se a definição de insanidade, de Albert Einsten, é fazer a mesma coisa diversas vezes esperando resultados diferentes, não estaremos sendo insanos repetindo o mesmo comportamento ao longo das décadas e séculos?

Ana Manssour
Ana Manssour
Relações Públicas é uma missão de vida, é ser capaz de fazer pessoas, empresas e sociedades mais equilibradas, mais justas e mais felizes.” Graduada em Relações Públicas pela PUC-RS, conta com aperfeiçoamento em Comunicação Empresarial pela ESPM-RS e mestrado acadêmico em Administração com ênfase em Organizações pela UFRGS. Com mais de 35 anos de carreira profissional em vários segmentos de mercado, também foi professora em cursos de graduação e pós-graduação no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Idealizou, fundou e foi sócia por sete anos do portal feminino Plena Mulher. Mantém há mais de 10 anos a Pró.RP Relacionamentos Sustentáveis que, desde 2015, está direcionada ao trabalho do Verbo Mulher, uma aceleradora do processo de inclusão feminina e equidade de gêneros nas empresas e nos negócios.
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