10 coisas que o Facebook nos ensinou sobre Relações Públicas

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10 coisas que o Facebook nos ensinou sobre Relações Públicas

Este post foi escrito por Fernando Neves. Participe você também do #Blogrelacoes, veja como aqui!

*Por Fernando Neves

No último mês de fevereiro o Facebook completou o seu décimo aniversário. A maior e mais poderosa rede social do planeta, com mais de 1,2 bilhão de usuários cadastrados em todo o mundo, é claro, não nasceu desse tamanho. Inicialmente destinada a estudantes da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, em 2006 chegou ao púbico em geral. No Brasil somente em 2011 a rede de Mark Zuckerberg desbancou o Orkut que reinava por aqui até então.

O Facebook foi crescendo, mudando, trazendo novos hábitos e ninguém sabe exatamente aonde isso vai dar e se essa estrada tem um fim. Sinônimo de rede social, o Facebook, juntamente com outras mídias digitais, mudou o mundo das comunicações e o negócio de relações públicas para sempre. Nesse tempo tivemos que aprender e repensar sobre muitas coisas.

Aqui está uma lista com algumas delas:

1 – Comunicação de Mão Dupla. Relações públicas não é uma via de mão única. A verdadeira obsessão que ainda temos com a grande mídia tem frequentemente nos levado a esquecer o papel de envolver os diversos públicos em uma conversa. Páginas do Facebook que apenas se concentram em mensagens marqueteiras sobre suas marcas não funcionam. Ouvir e envolver a audiência, oferecendo conteúdo adequado ao que os consumidores procuram é a chave do sucesso.

2 – Liderar Conversas. A compreensão de engajamento editorial e reputação dá diversas vantagens ao relações públicas. Não tentamos controlar uma mensagem ou impor pontos de vista, mas sabemos como ninguém liderar e participar de conversas. E essa é uma das razões pelas quais estamos capacitados para ajudar a promover marcas e construir comunidades no ambiente das redes sociais.

3 – Influenciadores. Os jornalistas não são os únicos influenciadores que devemos envolver em uma tentativa de alcançar o público. Muitas pessoas e organizações estão construindo comunidades em rede, estabelecendo conversas e trocando informações sobre os mais variados temas. Procure os influenciadores que têm uma comunidade relevante para sua organização.

4 – Comunidades. Hoje as empresas têm a oportunidade de se tornar influenciadores, mostrando-se especialistas em suas áreas de atuação, construindo suas próprias comunidades e participando das comunidades existentes. Empresas podem falar diretamente com seu público e isso muda muitas das regras do velho jogo da comunicação.

5 – Tempo Real. O mundo está mais acelerado. E as mídias sociais pisaram ainda mais fundo no pedal do acelerador. Tudo é para agora e não temos mais o tempo que tínhamos para elaborar materiais e distribuir para a imprensa. As rede sociais, como o Facebook, operam no ritmo da vida on-line e temos que nos adaptar e ajudar as empresas a reconstruir a sua função de comunicação em torno de um modelo de redação em tempo real.

6 – Mídia paga. Mídias como Facebook deixaram muito mais claro os modelos de negócios. Se você quiser que o seu conteúdo seja amplamente visto por todos, sabe que terá que pagar por isso. O trabalho de relações públicas vai ser cada vez mais um misto de mídia espontânea, criada e paga. E não há nenhum mal nisso.

7 – Dados. Muitas ferramentas possibilitam o monitoramento de conversas nas mídias sociais que podem nos municiar com análises e insights para um planejamento melhor das nossas ações. O próprio Facebook oferece insights para páginas que nos permitem compreender o alcance e engajamento de conteúdo.

8 – Desenvolvimento de conteúdo. Conteúdo em diferentes formatos é o que dá base a campanhas atuais de relações públicas e não mais apenas textos e uma imagem de um executivo ou produto para ilustrar. Temos competência para criar áudio, imagens, texto e vídeo, e devemos estar cada vez mais confiantes para ajudar as marcas contarem suas histórias através de todas as formas de mídia.

9 – Contar histórias. Todos os dias as pessoas estão expostas a inúmeras mensagens de marca. A imensa maioria são mensagens meramente corporativas que não tocam o público-alvo e estão perdidas no meio de todo o ruído. Não se deve esquecer que estamos em uma conversa permanente com nossa audiência e é preciso contar histórias consistentes.

10 – Valor e propósito das relações públicas. Confundir relações públicas com assessoria de imprensa é um erro. É, no fim, desvalorizar o nosso próprio negócio. RP é uma disciplina de gestão estratégica focada na construção de reputação e imagem, por meio do uso de várias formas de mídia. E isso é muito mais valioso para as organizações do que somente relações com a imprensa.

Fernando Neves é jornalista, especialista em Mídias Sociais e diretor da Ketchum Digital.

 

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