Relato pós-evento: o que Davos trouxe para nós RPs tropicais?

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Relato pós-evento: o que Davos trouxe para nós RPs tropicais?

 

A minha primeira semana trabalhando full time para a #TodoMundoRP e o Blog Relações não poderia ter sido mais espetacular. Durante 4 dias de intensivo aprendizado e networking no #WCFDavos, consegui repor as energias profissionais respirando o “mais puro ar puro” e encontrando gente muito legal, numa cidade no coração dos Alpes Suíços, chamada Davos.

Uma parte dos profissionais de comunicação de todo o mundo reunidos no encerramento do 5º World Communications Forum em Davos.

Éramos 135 profissionais de comunicação de mais de 30 países, viajando de 4 continentes para lá estar. Vou contar o máximo que conseguir sobre o que está rolando no mundo das RP e aprendi neste evento. Digo “o máximo que conseguir” por ter se tratado de uma experiência imersiva na comunicação dos BRIC (Brasil, Rússia, India e China)  a qual só pode ser perfeitamente compreendida estando lá presente. Consigo resumir estes dias em dois pontos principais:

  • O #WCFDavos não foi propriamente um evento de tendências, mas um evento de situação.
    Pude descobrir que muitos problemas que sabemos existir no nosso mercado brasileiro são comuns a muitos outros países em desenvolvimento como nós. Ao mesmo tempo que assusta, dá um friozinho na barriga super bom, do tipo: temos muita gente para trocar, aprender e colaborar, para fazer um futuro diferente.
  • O que significa ser RP em um país do BRIC?
    Me dei conta, ao conversar com indianos e russos, que o termo BRIC agrupa estes países muito mais sob uma “teoria econômica” do que uma prática. Fomos agrupados pela economia e as nossas culturas foram sumariamente ignoradas. Encontros como este fazem com que enxerguemos as nossas diferenças de forma ainda mais clara, com que aprendamos a praticar a tolerância e a buscar caminhos de aproximação. Para sermos potência juntos e não realidades isoladas, cujas histórias contadas pela mídia acabam virando verdades absolutas pelo mundo, sem refletir nem de longe a realidade.

De todos os eventos que já fui, nenhum teve o alto nível de networking, de troca de experiências e de abraços de tantas nacionalidades diferentes. Quem já viajou ou viveu longe da nossa realidade tropical, entenderá ainda melhor o valor dessa proximidade toda!

Por que Davos?

Vista de tirar o fôlego no topo do hotel onde fiquei. Ao fundo as montanhas e a pequena cidade de Davos.

De alguns anos para cá, Davos ficou conhecida pela realização do Fórum Econômico Mundial. Mas, quem diria, foi o seu contraponto, o Fórum Social Mundial, que me ajudou a quebrar o gelo (perdão pelo trocadilho) na fria noite alpina, onde encontrei pela primeira vez alguns dos mais importantes profissionais de comunicação e RP da Europa: “claro que já ouvi falar de Porto Alegre, a cidade do Fórum Social Mundial”, disse um colega turco.

A noite de drinks começou cedo, e também acabou cedo. Num primeiro momento, fiquei mais próxima de outros colegas que pegaram o transfer do aeroporto de Zurique para Davos – cerca de 2 horas com uma vista de tirar o fôlego que passa pelo meio de montanhas, lagos, campos verdes, riachos com ainda bastante neve acumulada na volta, vaquinhas pastando, a fronteira com o micro-país Lichtenstein… Sim, eu estive numa propaganda de chocolate Suíço!

Entre Zurique e Davos, já nos Alpes. Do outro lado desta montanha é Lichtenstein. (foto tirada de dentro da van do transfer)

No dia seguinte, a abertura do 5º World Communication Forum me supreendeu no melhor sentido desta palavra. Um clima extremamente amigável, entre russos e ucranianos, húngaros, sérvios, franceses, ingleses, nós brasileiros (eu, Adriana Fernandes Vieira e o Flávio Oliveira, da organização do evento) e pessoas de muitas outras nacionalidades que descobriria nas horas seguintes.

O primeiro dia em Davos: é neste mesmo auditório que acontece o Fórum Econômico Mundial.

Posso dizer que fiz o meu primeiro amigo búlgaro, que tem um livro lançado no Brasil graças à presidenta Dilma Rousse; a primeira amiga RP malaia, de Kuala Lumpur, que apresentou a estratégia de comunicação da sua mãe, que foi candidata à presidência da república. Também me senti um pouco mais perto de casa ao conversar com a colega RP do México Lorena Carreño. Também conversei com Andrew Denton, RP da cidade de Yorkshire, que irá receber a partida do Tour de France por lá este ano. E, claro, com o super Paul Holmes. Cada um destes temas vai virar um post ao longo dos próximos dias aqui no blog.

Rússia, Inglaterra, Índia e Brasil. Uma das milhares de fotos das pessoas fantásticas que conheci.

Com Yogesh Joshi, Presidente da Association of Business Communicators of India (ABCI), após uma reunião de apresentação sobre a Todo Mundo RP e o Blog Relações.

Selfie by Flávio Oliveira, nosso representante brasileiro no WCF Davos, Adriana Fernandes Vieira, da Intermídia/ Maranhão e eu, com Yanina Dubeykovskaya, diretora do evento, na noite de gala.

Ariane Feijó
Ariane Feijó
Trabalha com Relações Públicas e Marketing Digital há mais de 15 anos tendo passado por grandes multinacionais como Dell (Brasil), KPMG e Lloyds TSB (Inglaterra) e trabalhado com países como Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha, Rússia e Índia. É idealizadora do Inbound PR, metodologia que desenvolveu para combinar inbound marketing com RP e aplica em empresas de diversos portes.
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