Não é o CV, é a atitude. 8 passos para conseguir um trabalho de sonho.

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Não é o CV, é a atitude. 8 passos para conseguir um trabalho de sonho.

Depois da notícia bombástica que trouxe há duas semanas neste post, estive refletindo um pouco mais e lembrei de contar aqui uma outra notícia. Não é o currículo que traz aquela tão sonhada vaga para as nossas vidas. É a nossa atitude. Por isso, aqui vão algumas dicas para aumentar as suas chances de sucesso…

1. Determine um setor ou indústria para o qual você quer trabalhar.

Óbvio, certo? Não exatamente. Muitos daqueles que procuram por um emprego buscam quantidade e respondem ao maior número de vagas de emprego possível ( o infame CV-SPAM).

Envio de CV em massa resulta em gestores de RH peneirando dúzias de potenciais candidatos para encontrar o perfeito.  É preciso sorte para sobreviver a esta etapa se você não tentar se destacar na multidão. Para provar ao responsável pelas contratações que você é o candidato certo, é preciso trabalhar duro.

Ao invés de simplesmente disparar currículos, invista o seu precioso tempo para determinar um setor ou indústria, alinhar as suas experiências que podem ser interessantes para este e veja quais empresas podem ter o potencial de contratar você. Então…

2. Pesquise o máximo que conseguir sobre essas empresas.

O Prochno já comentou isso, eu fiz isso antes de entrevistas para grandes empresas… A verdade é que mesmo que pesquisemos, a realidade interna é completamente diferente do que enxergamos na superfície. Por isso, para ganhar pontos no processo de recrutamento, mostre que você está a par dos objetivos e notícias acerca da empresa.

Estão falando bem? Estão falando mal? Evite, claro, dar a sua opinião sobre a forma que ela age ou agiu diante de uma crise, a menos que seja questionado. Seja pró-ativo com moderação, especialmente em temas nevrálgicos. De toda a forma, mencioná-los cuidadosamente pode contar pontos.

O termo-chave, com as informações levantadas, são dois verbos: “desejar contribuir”. Quem deseja contribuir, deseja contribuir com algo. Pode ser com o crescimento dos negócios na sua cidade, estado ou país. Com o envolvimento de um público específico. com um projeto de responsabilidade social.

Fale com amigos, parentes, vendedores, clientes… O Linkedin pode ser interessante para começar estas conversas. Investigue os administradores e funcionários nas redes sociais. Quando você conhece as pessoas, conhece a empresa. Aprenda o máximo que conseguir. Mas aprendizado apenas não adianta. É preciso colocá-lo em prática…

3. Descubra como agir imediatamente.

Falta uma habilidade para poder ter mais chances de ocupar uma posição dentro da comunicação, marketing ou vendas dentro empresa desejada? Faça cursos. Identifique um ou dois aspectos para os quais você poderá contribuir desde o primeiro dia de trabalho e mostrar o melhor “retorno sobre o investimento” possível da sua contratação. Investimento em treinamento é caro e profissionais pouco qualificados podem representar mais custo do que benefício. A partir daí…

4. Não limite-se a dizer. Mostre.

Demonstre aquilo que tem para oferecer.

Se você é RP, mostre que se preocupa com métricas, traga exemplos e resultados.

Se quer trabalhar com o público interno, sugira formas inovadoras de gerar engajamento. Fale sobre técnicas recentes que tenha lido ou aprendido.

Se o seu desejo é trabalhar com marketing ou vendas, delineie um plano para alcançar um novo mercado ou base de clientes. Mostre como você implementaria estratégias de marketing que poderiam beneficiar o negócio.

Se trabalha com publicidade, faça um esboço de uma campanha.

Não tenha medo de mostrar as suas ideias. Se você não for contratado e sua ideia for usada, que ótimo. A empresa fez você perceber de antemão que não é ética e que lá não é um lugar para você. Eles que perdem, afinal de onde sai uma boa ideia, saem outras ainda melhores, acredite.

Uns vão dizer: “na boa, isso não é justo, é trabalhar de graça”. Pois saiba que o lucro é proporcional ao risco. E para ter lucro é preciso investir. Nunca deixe o “justo” ficar no caminho para que você atinja seus objetivos. Especialmente quando a única pessoa em desvantagem deste fato “não justo” é você.

5. Use uma recomendação como apoio no processo.

Negócios são relacionamentos (e relacionamentos são Relações Públicas puras!). Contratar alguém não é só uma questão de bom histórico profissional, é uma questão de química. Por isso, referências de pessoas em quem confiamos e com quem já trabalhamos valem ouro.

Talvez seja necessário ir ao fundo do baú da sua rede de contatos, ou até estabelecer novas conexões, mas o esforço certamente vai valer a pena.  Eu própria digo a vocês que 90% dos meus empregos e estágios foram conseguidos graças a indicações. Até em Londres uma recrutadora ligou para uma ex-chefe minha no Brasil para saber mais sobre mim. O resultado foi sempre positivo.

Ah! E muito importante: nem tudo é medido em dinheiro e por essa razão, gratidão é TÃO importante. Não esqueça de agradecer quem fez a indicação. Nada pode ser mais inconveniente do que alguém “usar” o nosso tempo para recomendar e depois sequer agradecer pelo apoio e incentivo. Eu inclusive vou além e sugiro que antes de você pedir uma recomendação, que recomende primeiro.

6. Mostre o seu melhor: seja aquele que bate na porta.

Não é necessário esperar ser chamado para uma entrevista. Não é preciso esperar que uma vaga apareça; afinal, você identificou maneiras de ajudar imediatamente a empresa para a qual quer trabalhar. Prepare uma introdução, encontre alguém que possa, de fato, influenciar a decisão de contratação, e mire longe.

Pensa que pode não dar certo? Vai dar — desde que você demonstre à pessoa que contactou como ela também pode tirar proveito da sua contratação.

Por exemplo, algo que já fizeram comigo e eu achei fantástico: “eu realmente quero trabalhar com você. Eu sei que é a responsável por maketing de redes sociais, e eu desenvolvi uma maneira de analisar a atividade, o reconhecimento de marca e retorno de investimento com base em dados… Adoraria almoçar contigo e fazer uma demonstração. Se você odiar minhas ideias, pelo menos ganha o almoço. Se você gostar delas, pode usar o aprendizado. O que há a perder?”

Muita gente pede ajuda, mas poucas oferecem ajuda.  Ninguém tem tempo sobrando e pessoas assertivas estão em falta em todas as profissões. Certifique-se de ir direto ao assunto e demonstrar formas como o seu empenho, conhecimento e habilidades podem ser úteis para a empresa. Diga, por exemplo, “o conteúdo é bom, mas poderia ser muito melhor.  Listei algumas alterações que poderei fazer no primeiro mês e isso trará melhores conversões e resultados nos motores de de busca”.

7. Venda o seu peixe.

Muitas pessoas são más entrevistadoras. Isto é particularmente verdadeiro para donos de pequenos negócios; muitos são terríveis entrevistadores. (Como um amigo meu diz, “Eu não trabalho em RH. Eu faço a gestão de um negócio.”)

Portanto, seja direto. Explique aquilo que tem a oferecer. Descreva as suas habilidades. Não perca tempo falando sobre o que este trabalho significou para você; fale sobre como você beneficiará a empresa. Mostre que sabe que trabalhar para ela é diferente (todas as empresas pensam que são diferentes) e o quão animado você está para assumir este desafio.

Venda-se: use aquilo que você sabe sobre a empresa e como você pode causar um impacto positivo que vai ter suporte em atitudes.

8. Peça o trabalho.

O pior que pode acontecer é você levar um não. CLARO, use toda a sua habilidade de comunicação e não seja um mala que insiste como se não houvesse amanhã ou que praticamente implora por um trabalho0. Seja estratégico, escolha com cuidado os seus argumentos. Se você realmente sabe que quer um determinado trabalho peça por ele.

Não há nada a perder e muito a ganhar.

Declare com todas as letras, pode ser ao final da entrevista: “agradeço por me receber, desejo bom trabalh0 nesta seleção e espero ter boas chances de fazer parte desta empresa. Pelo que tenho acompanhado, já admiro muito o trabalho de vocês e gostaria muito de trabalhar aqui”. Não ensaie, seja natural. Deixe fluir o seu interesse sincero pela vaga.

 

Bem, se leu até aqui, eu sei no que você está pensando: é muito trabalho, especialmente se não há garantias que seu esforço-extra irá se transformar em um emprego conquistado. Mas olhe por outra perspectiva. Fazer aquilo que todos os outros fazem dificilmente trará resultados diferentes para você. Decida ser diferente — e então trabalhe duro para se destacar. Essa é uma postura que com certeza vai ajudá-lo a conseguir oportunidades melhores e viver uma vida muito mais emocionante e recompensadora.

Palavra de uma RP que segue à risca cada um destes 8 passos!

 

PS: só para lembrar, estas e outras dicas fazem parte do nosso curso Como se dar Bem no Mercado de Trabalho e da 1ª Imersão da Todo Mundo Precisa de um RP, em São Paulo. Participe ou espalhe aos amigos que precisam de uma “luz” para se desenvolver e exercitar todo o seu potencial.

Ariane Feijó
Ariane Feijó
Trabalha com Relações Públicas e Marketing Digital há mais de 15 anos tendo passado por grandes multinacionais como Dell (Brasil), KPMG e Lloyds TSB (Inglaterra) e trabalhado com países como Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha, Rússia e Índia. É idealizadora do Inbound PR, metodologia que desenvolveu para combinar inbound marketing com RP e aplica em empresas de diversos portes.
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