Real time marketing? Creative newsroom? Você sabe o que é isso?

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Real time marketing? Creative newsroom? Você sabe o que é isso?

Vocês puderam acompanhar a cobertura que eu fiz para a Garoto, durante a Copa do Mundo. Inclusive eu fiz um post aqui sobre isso: http://blogrp.todomundorp.com.br/2014/07/como-fiz-a-cobertura-da-copa-para-os-perfis-de-midias-sociais-da-marca-para-a-garoto/. Esse movimento tem sido chamado por muitos de Real Time Marketing (Marketing em Tempo Real, em uma tradução livre) ou Creative Newsroom, como a agência de RP Edelman intitula a ação/atividade/serviço. A Dany Tavares, outra colunista do Blog Relações, havia feito um post sobre isso também: http://blogrp.todomundorp.com.br/2014/07/7-marcas-engajadas-em-real-time/.

Muitas marcas experimentaram o formato de criação de conteúdo ao vivo durante a Copa aqui no Brasil. Trata-se de uma prática de ter um “QG” na agência ou na organização para produzir conteúdo em tempo real que tenha conexão com o evento em questão, com a marca, com os atributos da marca e com a audiência. Na minha opinião, um dos maiores “golaços” durante a Copa foi da Coca-Cola após o fatídico 7 a 1:

 

 

 

Falar de vitória, de positividade e de contexto favorável é fácil. Difícil é ser relevante e bacana em uma situação de comoção e tristeza como foi a derrota da seleção brasileira para a Alemanha durante a Copa. A Coca, inclusive, montou um QG para fazer a cobertura em tempo real: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/noticias/2014/06/23/Conheca-o-QG-da-Coca-Cola-na-Copa.html.

Lá fora, as marcas já estavam se aproveitando dessa “onda”. Durante as transmissões do SuperBowl e por conta do “apagão” na final, a marca de biscoitos Oreo se utilizou desse recurso:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que é preciso para se fazer Real Time Marketing?

–       Uma equipe (interna ou agência) dedicada a criar conteúdo e layout em tempo real durante um evento ou uma determinada situação.

–       Equipes preparadas para a interação, diáologo e relacionamento.

–       Uma boa dose de criatividade e “laissez-faire” (deixe fazer, deixe acontecer), ou seja, ausência de controle absoluto sobre o que vai acontecer com aquele conteúdo, pois pode ser um sucesso estrondoso, algo que passe desapercebido ou, ainda, um desastre com o qual a marca vai ter que lidar. Lidar com a controvérsia está dentro desse pacote.

–       Coragem par assumir os riscos de se fazer conteúdo assim e arcar com as consequências. Preparação para lidar com detratores da marca.

–       Conhecimento de quem são seus embaixadores e defensores. Eles te ajudarão a disseminar a mensagem pelas redes.

Não sei ao certo se a expressão “real time marketing” me agrada! A minha opinião, eu chamaria de real time contente (conteúdo em tempo real). Acho mais justo! J

Tem outros bons exemplos? Comente aqui!

Quem quiser se aprofundar no tema, recomendo essa série de matérias da revista Proxxima, aqui.

Completando…

Essa onda do “balde de água fria”se encaixa no real time marketing. Olha o golaço do Pontofrio.com (https://www.facebook.com/pontofrio/photos/a.10150193353345717.433979.222977965716/10154492809955717/?type=1) em resposta ao desafio feito pela Ana Maria (https://www.facebook.com/bolinhosanamaria/photos/a.686645701363410.1073741828.684941678200479/893803463980965/?type=1)!

Carol Terra
Carol Terra
Carolina Terra é doutora e mestre em Interfaces Sociais da Comunicação, ambas pela Escola de Comunicações e Artes da USP. É pesquisadora, consultora e professora de Mídias Sociais e Comunicação Organizacional, atuando como docente na Fecap, FAAP, Belas Artes e ECA-USP. É autora do livro Blogs Corporativos (Difusão Editora) e editora do blog RPalavreando.
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