Relações Públicas e o mercado de trabalho: Cabo de guerra

Calendário de cursos da Aberje para setembro – confira!
27 de agosto de 2014
Inscrições para Curso Internacional de Comunicação Interna da Aberje se encerram dia 01/09
28 de agosto de 2014

Relações Públicas e o mercado de trabalho: Cabo de guerra

Este post foi escrito por Samyr Paz. Participe você também do #Blogrelacoes, veja como aqui!

A crítica ao Sistema CONFERP, composto pelos Conrerps (regionais) e pelo Conferp (Federal), foi ferrenha. Não se obteve se quer uma opinião positiva em relação ao Conselho. A maioria reclama da falta de representividade do órgão. Reflete-se este fato nos 80% não registrados no CONRERP.

“Vejo um monte de Jornalistas ocupando funções de RP e nosso conselho nada faz.”

“Temos um conselho que não nos defende mediante pseudo profissionais, o que desqualifica ainda mais a profissão.”

“O CONFERP deveria fiscalizar mais as ações dos regionais.”

Cabem algumas considerações quanto a estas opiniões: existe uma falta de informação quanto a atuação e responsabilidades do Conselho. O descontentamento com o Conselho é muitas vezes em função do valor recolhido anualmente. Porém, é preciso dizer que nunca foi a missão do sistema Conferp divulgar amplamente o que faz um relações públicas e conseguir colocação no mercado para tais. O Conselho existe para fiscalizar e regular a profissão. Para isso, ele vive de recursos (financeiros e pessoais). É exigente demais pedir um Conselho ativo se não oferecemos os recursos para isso.

Este é um conflito antigo e só vai diminuir quando os dois lados aceitarem o diálogo e a aproximação. Já existem iniciativas para isso. Tanto profissionais quanto o Conselho necessitam conviver de mãos dadas, pois é uma relação simbiótica. As críticas são válidas? Sem dúvidas. Mas enquanto o cabo de guerra continuar, nada se resolve.

Nesta mesma linha, muitas opiniões pregaram a união dos relações públicas como um trunfo para o crescimento. Alguns até consideraram a união dos profissionais como uma necessidade. Recordo aqui o questionamento sobre quem é o vilão da falta de reconhecimento. Segundo essas opiniões seria o próprio relações públicas, o responsável tanto pelas mazelas quanto pela bonança.

“É melhor saber se os relações públicas tem garra para entrar no mercado independente do nome na carteira e lutar para mostrar o que um RP pode fazer como diferencial em uma empresa.”

Essa opinião é sem dúvidas motivadora. A questão seria realmente “como vai o mercado”? Talvez seria melhor reformular. O relações públicas, como classe e como profissional, tem a capacidade de agarrar seu espaço. Cabe a todos contribuírem para ampliar a reputação como profissionais competentes e necessários.

“O mercado existe, as possibilidades existem, as vagas também. Vai de cada profissional atualizar-se, qualificar-se e encontrar o seu lugar nesse mercado, o profissional tem que ir atrás e pegar sua fatia do bolo.”

“Para melhorar o mercado, antes é preciso melhorar os profissionais. Quem sai da mesmice, do rotineiro, percebe as oportunidades e necessidades latentes do mercado.”

Portanto, cabe ao profissional se responsabilizar pelo mercado e não apenas esperar uma resposta de forma passiva. E essa responsabilidade deve ser como indivíduos e em grupo.

Para finalizar, resume-se aqui os principais pontos encontrados nas respostas abertas:

  • Otimismo em relação ao futuro da profissão e do mercado;
  • Necessidade de qualificação constante para conquistar as melhores oportunidades;
  • Olhar as vagas de emprego nas entrelinhas, pois a maioria não descreve no título: relações públicas;
  • Especialização ou versatilidade?
  • Melhorar a representatividade de classe;
  • Assumir a responsabilidade das condições do mercado.

O que você achou da pesquisa? Concorda? Discorda? Venha debater com a gente nos comentários.

Partes anteriores da pesquisa:

Mensagem do autor da pesquisa: obrigado a todos os relações públicas que contribuíram para esta pesquisa e a todos que acompanharam a publicação destes resultados. Um agradecimento especial aos parceiros e apoiadores Pedro Prochno, Amanda Mayumi, Vanessa Cabral Gomes, Rose Barcellos, Florilson Santana e aos outros tantos apoiadores. Realizar esta pesquisa foi gratificante e tenho a esperança de ter contribuído, mesmo que pouco, ao nosso mercado profissional.

[divider_flat]

Samyr Paz é Relações Públicas formado pelo Centro Universitário Univates. Apaixonado por tecnologia, comunicação e por qualquer assunto que envolva relações públicas. Escreve sobre o tema em medium.com/@samyr.

[divider_flat]

 

Clique para ampliar

Convidados RP
Convidados RP
Convidado Relações Públicas. Este post foi escrito por um convidado do #Blogrelacoes e as informações e opiniões aqui contidas não necessariamente condizem com as dos autores do Blog. Para saber mais sobre o autor do texto consulte o final do post.
Acompanhe:
Relações Públicas e o mercado de trabalho: Cabo de guerra

Comentários

8270