Relações Públicas e o mercado de trabalho: Mitos e verdades

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Relações Públicas e o mercado de trabalho: Mitos e verdades

Este post foi escrito por Samyr Paz. Participe você também do #Blogrelacoes, veja como aqui!

Foi reiterado diversas vezes pelas respostas que não existe uma verdade absoluta de que o mercado “vai bem ou mal”, mas sim que existe um otimismo em relação ao crescimento da área de relações públicas. Muitos citam a explosão digital e outros a preocupação das organizações com a reputação, como fatores para a expansão do mercado.

Um dos pontos que chamou atenção foi a relação oportunidade x local. Segundo um mito de nossa área é que a maioria da oportunidades se encontra nos grandes centros. Poderia ser dito que esta é apenas uma obviedade: maior concentração de capital resulta em mais oportunidades. Porém, não foi o que se viu em muitas opiniões desta pesquisa. Curitiba e Belo Horizonte, por exemplo, foram citadas como locais com pouca demanda.

“Em Recife não há campo para graduados em RP. Qualquer um assume essa função sem qualificação alguma.”

“Eu acredito que o mercado de relações públicas não está ruim, porém a dificuldade de conseguir um emprego na área, especialmente em Belo Horizonte, de acordo com minha experiência, é um fato. Tenho duas percepções: ou o mercado está limitado para recém formados, ou aqui só entra no mercado quem tem boas indicações. Também considero a limitação de funções em vagas. A maioria é para marketing, que aceitam outros profissionais ou comunicação interna e eventos. Uma área que eu gostaria de atuar e não vejo vagas é em pesquisa.”

Mais uma vez fica evidente as questões de procurar a vaga nas entrelinhas, pois dificilmente a vaga estará descrita com letras garrafais: RELAÇÕES PÚBLICAS. Além disso, pesa a qualificação profissional. Muitas opiniões receitaram o remédio para alguns problemas da área: especialização.

Enquanto a versatilidade do relações públicas é sempre louvada, muitos respondentes consideram que esta pode ser exatamente o calcanhar de aquiles. Uma bipolaridade. Enquanto ser versátil é bom e pode abrir mercado, já que é possível aproveitar oportunidades em diversos setores, muitos consideram que é onde outros profissionais se sobressaem frente ao relações públicas, afinal são especializados em determinada prática. É uma consideração relevante e potencialmente fruto para discussões futuras.

“Como profissional versátil e multifacetado, o profissional RP tem se saído bem.”

“Acredito que é uma profissão muito bagunçada. Entendo que precisamos ser um canivete suíço, mas o RP acaba perdendo espaço para outros profissionais por não ter especialização em determinado segmento na área acadêmica.”

Portanto, se especializar é uma meta que os profissionais de relações públicas poderiam buscar para encontrar mais espaços no mercado, mesmo soando contraditório ao louvarmos a versatilidade.

Na próxima semana fechamos a pesquisa, onde trataremos de analisar as opiniões referentes ao sistema CONFERP. Fique ligado.

Comente o que você achou dessa parte da pesquisa. Tem outros mitos e verdades para compartilhar?

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Samyr Paz é Relações Públicas formado pelo Centro Universitário Univates. Apaixonado por tecnologia, comunicação e por qualquer assunto que envolva relações públicas. Escreve sobre o tema em medium.com/@samyr.

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Convidados RP
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