Não mais habilitação, agora é bacharelado

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Não mais habilitação, agora é bacharelado

 

Quando colei grau em 1995, formei-me com o título de Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas. E passei os demais anos, até hoje, complementando e ampliando conhecimento para ter cada vez mais competência para entender e atender as necessidades de organizações e públicos.

Encerra-se neste ano o prazo para as faculdades se adequarem às Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Jornalismo e Relações Públicas que foram homologadas em 2013 pelo Ministério da Educação e Cultura – MEC.

Fico empolgada com a possibilidade de podermos formar profissionais de RP ainda mais preparados para o mercado e para desenvolver soluções e alcançar resultados cada vez mais adequados que contribuam para o mesmo objetivo: fazer pessoas, empresas e sociedades mais equilibradas, mais justas e mais felizes.

Reproduzo aqui uma parte da matéria feita pelo jornal Zero Hora que teve o mérito de ser bem didática a respeito das alterações mais notórias que as novas diretrizes trazem e que passam a vigorar a partir do ingresso nos cursos de Jornalismo e Relações Públicas em 2016:

O que muda

  • Jornalismo e Relações Públicas deixam de ser habilitações de Comunicação Social e passam a ter a nomenclatura do curso em si.
  • Quem se forma nessas áreas não será mais bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo ou Relações Públicas, e sim bacharel em Jornalismo ou Relações Públicas.
  • Regulamentação das atividades do TCC e do estágio curricular supervisionado – obrigatório, dentro da área de atuação e de, no mínimo, 200 horas.
  • A carga horária mínima passa de 2,7 mil para 3 mil horas no Jornalismo. Em RP, de 2.700 para 3.200 mil horas.
  • Há uma tentativa de ampliação da atuação profissional, com indicação a ensinamentos de empreendedorismo, por exemplo.
  • No Jornalismo, o jornal impresso deixa de ser eixo principal de estudo e dá espaço ao digital.

O que permanece

  • O TCC ainda pode tratar da comunicação como um todo.
  • Os cursos manterão cadeiras em comum.
  • Competências básicas dos egressos.

Bacana, mesmo, é ter a Comunicação Social sido finalmente reconhecida como “área do conhecimento” e finalmente não sermos mais “comunicólogos” e sim Relações Públicas ou Jornalistas, de acordo com a formação. Isso era mais ou menos como se quem faz odontologia, medicina, psicologia ou educação física se formasse como “cientista da saúde” ou “saudólogo”. Até o Jô Soares fazia sátira a respeito disso com a personagem “Thânia com tê agá”, em um dos seus quadros no programa Planeta dos Homens, que passava na Rede Globo no início dos anos 80.

Afinal, sempre soubemos que Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade são diferentes cursos que têm a Comunicação Social como raiz comum e cujo conhecimento básico é fundamental para qualquer uma dessas formações.

Thania, a personagem comunicóloga.

 

 

Clique na imagem para assistir ao vídeo
diretamente na página da Globo.com
(infelizmente não disponibilizam
mais a alternativa de embutir os vídeos
que lhes pertencem em publicações de terceiros)

 

 

Fontes:
Jornal Zero Hora – http://ht.ly/SvkCC
Portal Intercom – http://ht.ly/SvktH
Coluna Lala Aranha | ABERJE – http://ht.ly/SvkyQ
Portal Imprensa – http://ht.ly/SvkHH

 

Ana Manssour
Ana Manssour
Relações Públicas é uma missão de vida, é ser capaz de fazer pessoas, empresas e sociedades mais equilibradas, mais justas e mais felizes.” Graduada em Relações Públicas pela PUC-RS, conta com aperfeiçoamento em Comunicação Empresarial pela ESPM-RS e mestrado acadêmico em Administração com ênfase em Organizações pela UFRGS. Com mais de 35 anos de carreira profissional em vários segmentos de mercado, também foi professora em cursos de graduação e pós-graduação no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Idealizou, fundou e foi sócia por sete anos do portal feminino Plena Mulher. Mantém há mais de 10 anos a Pró.RP Relacionamentos Sustentáveis que, desde 2015, está direcionada ao trabalho do Verbo Mulher, uma aceleradora do processo de inclusão feminina e equidade de gêneros nas empresas e nos negócios.
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