Qual é o grau de amizade da sua assessoria de imprensa com a tecnologia?

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Qual é o grau de amizade da sua assessoria de imprensa com a tecnologia?

Bianca Persici Toniolo*

A década de 1980 foi marcada pela redemocratização do Brasil e pela abertura do diálogo do governo com os cidadãos, as organizações não-governamentais e as entidades de classe. A mesma postura pôde ser identificada também no modelo de comunicação das organizações com seus públicos, o que fortaleceu o papel da assessoria de imprensa.

A internet, na década de 1990, possibilitou a abertura de novos canais, como sites e blogs, mas foi a partir dos anos 2000 que uma verdadeira transformação ocorreu a partir da popularização das redes sociais.

Se, no início da industrialização brasileira, a assessoria de imprensa visava à divulgação dos feitos das organizações, quase sempre com matérias positivas e enaltecedoras de suas qualidades, por meio de releases e de comunicados oficiais que dependiam do interesse de um veículo de comunicação para sua publicação, com a internet as organizações passaram a deter de canais próprios para se comunicar.

E, mais do que isso, a segunda fase da internet permitiu interação e diálogo entre organizações e seus públicos e tirou das mídias e de seus profissionais o monopólio da informação, que agora pode ser produzida por qualquer pessoa.

Tais mudanças na comunicação não alteraram, entretanto, o papel do assessor de imprensa. Esse profissional continua exercendo papel estratégico para a construção da reputação da organização que representa.

Hoje, o assessor de imprensa não fala mais só com jornalistas. Entre seus públicos estão ainda blogueiros e outros influenciadores. Além de dominar redes sociais, o assessor de imprensa precisa entender de tecnologia, de diferentes linguagens e de relacionamento para estabelecer uma comunicação eficiente com públicos tão diferentes e em tão diversificadas plataformas. Ele precisa também estar preparado para gerir crises, cada vez mais frequentes porque lidam com consumidores mais conscientes e engajados.

Como se tornar um assessor de imprensa mais tecnológico?

  • Otimize o seu conteúdo. Se antes precisávamos contar com o interesse de veículos de comunicação como jornais, revistas, televisão e rádio para divulgação das nossas pautas, hoje temos à disposição inúmeros sites de notícias, blogs e redes sociais, próprios ou não. E conteúdo para internet tem características próprias que precisam ser respeitadas.Não é a toa que o Google lançou a ferramenta News Lab2, que pretende ajudar os profissionais a garantir a qualidade das informações e também tornar as notícias geradas cada vez mais acessíveis aos leitores.
  • A sua empresa como um editor. Cada vez mais as empresas falam diretamente com seus públicos em canais próprios. “Nesse sentido, o que é hoje uma assessoria de imprensa se tornará um publisher de seus clientes”, explica Augusto Pinto em sua coluna no site da Aberje, o que torna o papel do assessor de imprensa 2.0 ainda mais importante. “Assim, o assessor de imprensa auxiliará seus clientes a distribuir diretamente os conteúdos relevantes para seus públicos, mas também continuará posicionando seus porta-vozes como fontes confiáveis para auxiliarem a imprensa na análise de cenários”, finaliza.
  • Vá além do press release. O trabalho do assessor de imprensa pode e deve ir além dos tradicionais releases enviados por e-mail. Muitos já investem em newsletters, podcasts e vídeos-releases, que têm especial apelo junto ao leitor na internet.
  • Seu site = seu cartão de visitas. É indiscutível a importância de se ter um site atualizado, otimizado, responsivo e interativo com conteúdos pensados não só para a imprensa, mas para todos os públicos com os quais a organização se relaciona. Sua atuação, ainda, deve contemplar o relacionamento com influenciadores digitais e a produção de conteúdo adequado aos públicos e às linguagens de cada rede social em que a organização está presente. Para tanto, esse profissional deve ser estar atento às novas tecnologias de forma permanente.

Na sua organização, o assessor de imprensa e a tecnologia são amigos ou inimigos? Conhecidos ou nunca se viram? Amizade forçada? A sua assessoria já está em 2016 ou ficou parada lá na década de 1990?

 

 

Bianca Persici Toniolo tem 35 anos, é relações-públicas graduada pela UFRGS em 2002 com formação em Planejamento de Comunicação pela ESPM e especialização em Comunicação Empresarial pela Umesp.




Qual é o grau de amizade da sua assessoria de imprensa com a tecnologia?

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