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6 habilidades necessárias para trabalhar com comunicação integrada

Que somos multidisciplinares, comunicativos e preocupados com os públicos, com a teoria e a prática não é novidade. Mas na hora de colocar a mão na massa, é preciso unir teoria, prática e habilidades.

Por isso, listamos aqui 6 habilidades que consideramos necessárias serem aprendidas para trabalhar com comunicação integrada. Quais delas você já coloca em prática?

1. Aprender a errar

Errar e errar rápido são palavras de ordem na vida de quem trabalha com tecnologia – e no futuro, dizem, todas as empresas serão empresas de tecnologia. Existe até um evento para que empreendedores de start ups aprendam a errar melhor e cresçam mais rápido, a Failcon.

Se você não tem muito claro o que significa aprender a errar, separamos aqui alguns links super legais para entender:

Falhar é a melhor forma de aprender, afirma coordenadora da Endeavor

É errando que se aprende, afirma o empresário Jorge Paulo Lehmann

Lidando com a pressão da tentativa e erro

2. Tirar as ideias do papel

Quem não é da área criativa pode pensar que a parte mais complicada desse trabalho é “ter ideias”. Só que, na prática, hoje em dia ideias qualquer um tem. O problema real é gerar ideias que resolvam mesmo os briefings e de maneira sistemática, o que é o oposto de ter espasmos de criatividade atirando para qualquer lado, coisa que qualquer um pode fazer de vez em quando.

Um exemplo muito legal que mostra como melhorar o seu processo de criação e tirar as ideias do papel é o Jam, desenvolvido pelos criativos Gustavo Mini e o Zé Pedro Paz, da agência DZ Studio. Você pode acessar o site deles, entender a metodologia e baixar templates para explorar a habilidade de tirar as ideias do papel. Tá tudo aqui.

3. Fazer ao vivo

Por melhor e mais bem pensada que seja a sua estratégia digital, nada substitui o olho no olho. Existe uma disciplina do marketing que é especializada em proporcionar experiências, chamada de Live Marketing ou Marketing Promocional. O Alexandre Godoy é um profissional premiado nesta área e, inclusive, escreveu um texto super legal que relaciona Live Marketing com RP no Livro do Alf. Vale a pena conferir aqui.

4. Dominar a organização de eventos

Tico Marcondes que é RP e especialista em eventos, deu a dica em um post do Versátil RP: “além da grande oportunidade de se aproximar do público do cliente, trabalhar com eventos traz a tona a essência das RPs: relacionamento em todos os níveis.”

Desde o briefing, criação e apresentação do projeto, aprovação, o pré-evento e o evento em si, o relações-públicas, como gerenciador estratégico do evento, tem que lidar com vários fornecedores, produtores e coordenadores do evento, equipe técnica e produção, montadores, equipe de limpeza e carregadores, entre tantas funções envolvidas na realização de um evento.

Embora existam muitos cursos de eventos no Brasil, a prática é fundamental. E como é trabalho que não acaba mais, grande eventos em todo o mundo sempre abrem vagas para voluntários. Uma ótima oportunidade de aprender e ajudar a construir experiências incríveis para as pessoas.

5. Olhar para a moda.

Quer você goste ou não de moda, é fato:  esta indústria tem muito a ensinar para quem trabalha com comunicação e marketing. A compreensão do uso dos blogs e como torná-los lucrativos, muitas lições sobre engajamento e, mais recentemente, a explosão do uso do snapchat. Isso para citar apenas alguns mecanismos recentes que relacionam moda e comunicação integrada.

A Carol Terra fez uma provocação recentemente aqui no Blog, sobre o uso de snapchat como ferramenta de relacionamento, mencionando algumas marcas de moda. Aldo Clécius Neres da Silva, coordenador do curso de Moda da Universidade do Sudoeste da Bahia, escreveu um texto muito legal sobre moda e jornalismo. O paper dele está aqui.

6. Incluir o 3º setor

Os temas sociais vão, voltam e mudam de nome, mas a verdade é que não temos metodologias claras que insiram de uma vez por todas o 3º setor em estratégias de comunicação.

Trabalhar com o terceiro setor não é apenas fazer parte de ONGs ou instituições. É também levar a mentalidade para dentro de grandes empresas. Este texto da Mackenzie fala sobre um dos temas mais complicados para o terceiro setor, que é a atração de recursos. Vale muito a leitura para expandir os horizontes.

Ariane Feijó
Ariane Feijó
Trabalha com Relações Públicas e Marketing Digital há mais de 15 anos tendo passado por grandes multinacionais como Dell (Brasil), KPMG e Lloyds TSB (Inglaterra) e trabalhado com países como Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha, Rússia e Índia. É sócia do coletivo Todo Mundo Precisa de um RP e idealizadora do Inbound PR, metodologia que desenvolveu para combinar inbound marketing com RP e aplica em empresas de diversos portes.
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