Todos juntos (RP, PP e jornalismo) para conversar sobre Cases e Festivais de Comunicação

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Todos juntos (RP, PP e jornalismo) para conversar sobre Cases e Festivais de Comunicação

As três áreas da comunicação estavam presente no encontro de ontem à noite. Fernando Scheller, do Estadão, MOA, VP de Criação da W3Haus e Carol Andreis, da Babushka, conversaram na mesa redonda “Integre-se com o Mundo Inteiro: Cases e Festivais de Comunicação” na RP Week. Os RPs estavam representados pela Ariane Feijó, do coletivo Todo Mundo Precisa de um RP, que intermediou o bate papo.

 

Fazendo comentários sobre os três últimos vencedores do Grand Prix de Cannes, Scheller começou as apresentações e mostrou que apenas um destes cases foi criado por uma agência de Relações Públicas, “os que acabam ganhando o prêmio de RP são os cases de Relações Públicas que melhor servem a uma campanha publicitária.”

 

VIDEO ALWAYS LIKE A GIRL

Campanha #LikeAGirl, da Always,  criada por uma agência de RP que “elegeu uma causa e executou muito bem a sua ideia”.

 

Apresentando a campanha “Espelhos do Racismo”, ganhador de dois leões de bronze em Cannes – PR e Outdoor -, MOA contou seus grandes aprendizados com este case.

 

Muitas vezes este potencial não é visto pelas agências, mas as “notícias são grandes fontes de ideias, capazes de mudar o mundo”. MOA relaciona a ideia da campanha com uma técnica do judô, na qual você usa a força do adversário contra ele. Quando surgiram os comentários racostas à Majú, jornalista da Rede Globo, a agência percebeu que poderia usar a própria ofensa para gerar a discussão do assunto na sociedade.

 

Usando ferramentas para rastrear a origem dos comentários racistas e aplicando as postagens em outdoors próximos à estes locais, a W3Haus transformou o assunto em pauta não só no Brasil, mas no mundo.

 

ViDEO “ESPELHOS DO RACISMO” 

Campanha “Espelhos do Racismo”, da W3Haus

 

Referências além da área de publicidade podem ajudar em novas criação, “jornalismo também é fonte de inspiração, afinal ao usar só a área de publicidade acabamos por ser repetitivos.”

 

Mas como fazer a imprensa falar do assunto? “A imprensa gosta de data e de estudos científicos” então a agência pesquisou e categorizou o racismo nas redes sociais para divulgar na Semana da Consciência Negra, que é agenda setting das mídias.

 

A tensão ajuda a espalhar a história e, o mais importante, o valor de uma boa ideia de RP é exponencial. Nesta campanha em especial, foram U$ 48 milhões em mídia espontânea para a ONG Criola e 4,39 bilhões de impressões digitais.

 

Chegado o momento do debate, Scheller instigou os RPs a pensarem como jornalistas, “porque a partir do momento que você quer ser mídia, você deve pensar como ela”. E ainda enfatizou que uma área precisa muito da outra. Lembrando das causas sociais e da representatividade, Carol disse que “trazer a discussão faz parte deste momento que estamos vivendo”, e acrescentou “a internet ajuda a ver o outro de maneira mais plena, com mais empatia”. MOA acrescentou à discussão a sua percepção de que atualmente as marcas discutem assuntos que não se discutiam antes, elas usam “de gatilhos sociais para construir suas marcas”. Mas como não passar da barreira do marketing de oportunidade para o marketing oportunista? “Com autenticidade, consistência e propósito” enfatiza MOA e Scheller, lembrando o case do Mc Donald’s sobre acrescentar frutas e saladas ao seu cardápio, adiciona “quando é falso é muito fácil de descobrir”.

 

Comentando sobre a situação das minorias, MOA deixou claro que precisamos “ser proativos e não reativos”, e lembrou que a sociedade está questionando-se sobre o legado deixado pelos nossos antecessores e discutindo sobre ele. Especificamente sobre o racismo visto em todos os lugares, Carol acredita que isso é mais um “problema de consciência de si próprio do que racismo”, lembrando que há estudos que mostram que a maioria dos brasileiros têm descendência de negros. Scheller finalizou instigando os  RPs que precisam “ter o poder de criar um diálogo nos momentos mais complicados”, como nos casos de campanhas interpretação de forma equivocada. “Esta,os vivendo uma mentalidade de RP e isso serve para qualquer pessoas, independente da sua formação/atividade”, complementou Ariane.

Redação TMPRP
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