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5 estratégias de RP pelo mundo

*Por Kara Alaimo

Meu livro Pitch, Tweet, or Engage on the Street: How to Practice Global Public Relations and Strategic Communication, explica como adaptar estratégias de comunicação e mensagens para diferentes mercados. Como parte da minha pesquisa para o livro, entrevistei profissionais sêniors de 31 países sobre as melhores práticas de RP locais.

Aqui estão cinco das estratégias mais legais que descobri de RP pelo mundo.

Divertindo-se na Tailândia 

Tailandeses ganharam fama por causa do “sanuk”, ou seja, sua “orientação para a diversão e pelo prazer”. Daradirek Ekachai e Rosechongporn Komolsevin descrevem sanuk como “a adoção de uma perspectiva alegre e agradável para a vida”.

Por isso, estratégias de Relações Públicas com foco em diversão tendem a ter sucesso nesse país.

Ekachai e Komolsevin explicam que a UBC, (United Broadcasting Corporation), companhia de TV por assinatura, uma vez organizou o “A maior TV do Mundo”, que envolveu mais de quatro mil crianças e suas famílias em um evento que lançou a Guiness World Record e, de quebra, gerou mídia positiva e espontânea para a UBC. 

Leia também: A visão de Kara Alaimo sobre Global RP

Fazendo amigos na África do Sul 

A África do Sul é um país muito diversificado (são onze línguas oficiais), por isso os profissionais de RP precisam diversificar sua abordagem para diferentes audiências.

No entanto, muitos focam em construir amizade com influenciadores locais que possam assumir o papel de evangelizadores nas comunidades.

Merle O’Brien, antigo Presidente e Parceiro do Instituto de Relações Públicas da África do Sul, diz que os influenciadores locais nos distritos do país (os distritos são localizados fora das cidades e são predominantemente habitados por pessoas que não tem pele branca) “podem não ser educados, com dinheiro, mas podem estar na frente quanto o que é assunto “quente” e o que não é.

É autoridade, e não economia, que faz um influenciador de distrito.”

Na parte rural da África do Sul, os influenciadores locais são os chefes das vilas. Themba Ngada, Líder de Marketing pela Cidade do Cabo, conta “Se eu morar em uma vila e alguém quiser me entrevistar, essa pessoa terá que falar primeiro com o chefe da vila, levar um presente adequado para um chefe, que seria uma cabra ou uma ovelha, uma garrafa de brandy também serve, já que essas coisas são consideradas “moedas de troca” na Xhosaland rural.”

Sediando um Jamuan na Malásia 

David Lian, Gerente Geral do Zeno Group na Malásia, conta que quando ele e seus colegas promoveram uma companhia de telecomunicações em vilarejos locais, por vezes realizaram algo chamado jamuan – que significa “banquete” – em que eles convidavam cerca de dez moradores de um vilarejo para jantar em um restaurante local.

“Em troca da comida que você oferece, eles sentam e respondem suas perguntas”, conta Lian. Isso pode gerar importantes insights sobre o tipo de abordagens de relações públicas que funcionarão localmente.

Depois de aprender mais sobre um vilarejo, sua agência organizava uma espécie de carnaval por parte da companhia de telecomunicações, com o intuito de apresentar a marca para os moradores locais durante o evento.

Lian lembra que “o insight foi que, em um vilarejo, eles não tinham muitas fontes de entretenimento e gostavam das coisas simples da vida, como um carnaval.”

Mergulhando nas novelas brasileiras 

Durante os episódios finais das ultra populares novelas do Brasil, as ruas das cidades esvaziam, pois as pessoas estão em suas casas, com os olhos grudados em seus televisores.

Angela Giacobbe, Gerente de Comunicação e Sustentabilidade da empresa marítima e de logística portuária, Wilson, Sons, recomenda formar parcerias com as novelas brasileiras – que são exportadas para países ao redor do mundo, incluindo Portugal, Angola e China – para incluir conteúdo nos episódios.

Giacobbe conta que product placement nesses tipos de programas são efetivos para promover marcas.

Fazendo os canadenses sentirem-se bem

Elissa Freeman, Diretora da ElissaPR Communications, conta que, no Canadá, as práticas de relações públicas são realmente interessantes. “Toda vez que estou trabalhando com um cliente, nunca ocorrem comentários que fariam alguém parecer ‘menor’”, conta ela. “Diminuir a concorrência ou comparações com outras marcas não funcionam por aqui e canadenses ficam bastante indignados com isso”.

Freeman conta sobre uma campanha de 2014 na qual a companhia aérea canadense WestJet manda o Papai Noel para perguntar às pessoas na República Dominicana o que elas gostariam de ganhar no Natal, surpreendendo-as ao realizar seus desejos, otimizando o tipo de abordagem que é bem recebida no mercado canadense. “Tendemos a gostar mais do que nos faz sentir bem”, diz. “Esse é o tipo de abordagem que funciona por aqui”.

Encontre mais ideias interessantes, e dicas para adaptar comunicação para diferentes mercados pelo mundo, em Pitch, Tweet, or Engage on the Street: How to Practice Global Public Relations and Strategic Communication.

–> Aproveite a oportunidade inédita de conversar com Kara Alaimo no hangout ao vivo exclusivo sobre Global PR que vai ocorrer no dia 25 de outubro, às 20h. Basta se inscrever aqui – e vale lembrar que o hangout será em inglês.

Kara Alaimo é consultora em global PR, com PhD em Ciências Políticas. É professora de RP na The Lawrence Herbert School of Communications, na Hofstra University, em Long Island, EUA, e tem muitos cases de RP pelo mundo para compartilhar.

Este artigo foi originalmente publicado no The Huffington Post e, com a autorização da autora, traduzido pelo Blog RP.

Luana Leão
Luana Leão
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