Todo mundo só quer ter razão

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Todo mundo só quer ter razão

Esse texto é só uma reflexão! Minha, comigo mesmo. Voltado aos primórdios (com palavras bem velhas assim mesmo) do então Blog Relações. Criado por isso: pra eu refletir comigo mesmo, e com o mundo, e quem sabe assim permitindo que a gente aprenda um com os outros.

A internet foi inundada nos últimos dias por ódio: daqueles que odeiam a exposição Queermuseu e dos que odeiam quem odeia a exposição. O bate-boca foi e está sendo grande. Muito grande. Não para! Fui envolvido nele sem nem querer, sem nem pedir. Li muito, matérias de um lado e de outro, vários, muitos, incontáveis comentários de amigos, nem tão amigos, desconhecidos e alguns fóruns. Tudo pra tentar entender o que tava rolando – acho que tá rolando muito ódio, muita raiva, muita polarização e tá faltando muita empatia.

Tenho como um dos lemas de vida que “diferente não é errado, é apenas diferente.” É uma das coisas mais ricas que aprendi. Isso, combinado com o meu constante e atual esforço para desenvolver e aprimorar a empatia só tem me feito ficar mais e mais afastado de discussões como estas, de debates acalorados onde é sempre preciso tomar um lado.

Como ser humano, primeiro precisei entender que não sou o centro do mundo, nem especial, e muito menos sei mais do que alguém. Depois aprendi que a gente só aprende mesmo quando a gente se dispõe a se colocar em uma situação de escuta ativa, entender e se colocar no lugar do outro, e então interpretar aquilo com o nosso repertório e ver em qual lugar novo a gente vai se colocar – pq mudar de opinião ou posição não é demérito algum. E com o tempo eu aprendi que isso chama-se empatia.

Eu fui aprendendo também que existem pessoas que tem determinada religião, e que existem outras que não concordam com ela – e que isso está tudo bem, desde que não exista disseminação de ódio ou violência. Mas aprendi também que existe uma linha muito tênue entre se fazer uma crítica a algo ou alguém e esse algo ou alguém se sentir desrespeitado. Mas principalmente aprendi que, em situações como esta, não se pode usar de violência, JAMAIS, para se combater o que pode ser interpretado como violência também – e que isso, amigx, é muito, mas muito difícil.

E o que tenho visto hoje é que a gente tem se fechado em bolhas, que a gente não tem olhado pra três coisas muito importantes, mas MUITO MESMO: repertório, contexto e diversidade.

Qualquer coisa, retirada de contexto, dá errado. Qualquer uma. E é justamente a falta de contexto que leva a gente a interpretar coisas de forma equivocada, a colocar problema onde não existe ou até a criar problemas quando a gente podia evitar eles no primeiro lugar. Pq na verdade, o que a gente quer mesmo é ter razão, e estamos dispostos a ir até o limite pra provar pra quem quer que seja, que quem está certo, somos nós!

Pedro Prochno
Pedro Prochno
Sou fã das Relações Públicas*! Graduado em RP e com um MBA pela FGV, sou empreendedor na área e gerente de comunicação de uma start-up norte americana. Sou Pai do “relações”, Mergulhador, D, versátil e MTO curioso! Adoro viajar, conhecer novas culturas, pessoas e formas de se ver o mundo!
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