Valeska Zamboni, da Vbrand, comenta sobre a produção de conteúdos em vídeos

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Valeska Zamboni, da Vbrand, comenta sobre a produção de conteúdos em vídeos

A internet revolucionou o nosso cotidiano e, a partir de então, passamos a consumir mais conteúdo nos mais variados formatos. Com tanta informação disponível na web, as marcas precisam ser assertivas ao escolherem os formatos e os meios de comunicação para se relacionarem com seus públicos de forma efetiva.

Nos últimos anos, observamos o crescimento exponencial dos conteúdos em vídeo, isso porque a comunicação por meio dos vídeos é mais leve, menos burocrática – muito diferente de e-mails e relatórios.

Para falar sobre o tema, convidamos a Valeska Zamboni, gerente de produção da Vbrand – agência especializada em vídeos, pertencente ao Grupo In Press. Graduada em Publicidade e Propaganda, Valeska tem passagem por empresas como Conspiração Filmes, Aeroplano Editora e Rede Globo.

Quer saber tudo que conversamos com ela? Então leia esse post até o fim e saiba mais sobre os conteúdos em formato de vídeo.

Blog RP: Por que os vídeos são considerados o futuro da comunicação?

Valeska: Todo dia surgem novas formas de se consumir conteúdos, dividindo ainda mais o tempo das pessoas. Já há alguns anos, a briga deixou de ser pela audiência e passou a ser pela atenção.

Ou seja, os conteúdos têm que prender a atenção da audiência muito rapidamente e, para garantir que ela consuma o conteúdo inteiro, também têm que entreter. Por isso, atualmente, a melhor e mais completa forma de se conseguir isso é fazendo uso de vídeos.

Além disso, novas variações do vídeo tradicional, como, por exemplo, usando Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista, nos fazem afirmar que cada vez mais o vídeo (e suas variações) são o futuro da comunicação.

Na era da impaciência e dos vídeos de 15 segundos

Blog RP: O vídeo é a forma mais completa de contar uma história e emocionar quem o assiste. Nesse sentido, as empresas podem pensar em estratégias de comunicação baseadas apenas em vídeos?

Valeska: Isso vai depender muito do objetivo do cliente, do público-alvo, do canal de divulgação, do budget. O vídeo deve fazer parte da estratégia de comunicação. Pode, muitas vezes, ser o protagonista desta estratégia. Mas é errado pensar que a estratégia pode nascer do vídeo. Para uma estratégia completa, são necessárias outras ações além do vídeo.

Blog RP: O conteúdo em vídeo precisa ser pensado considerando todas as plataformas e deve seguir especificações próprias para serem reproduzidos com qualidade em dispositivos móveis. Além dos aspectos técnicos, quais os erros mais comuns das empresas que apostam em vídeos mas não têm propósito de relacionamento com os públicos?

Valeska: O maior erro é achar que uma mesma linguagem pode ser reproduzida de forma igual em todas as mídias. Além de especificações técnicas diferentes, cada mídia possui a sua própria linguagem, e ela precisa ser respeitadas para que o vídeo tenha uma boa performance.

Blog RP: Os vídeos são sempre utilizados dentro das ações de comunicação interna. Compartilhe com a gente os cases mais interessantes que te fizeram perceber quão valioso é o trabalho da Vbrand.

Valeska: Alguns cases que começaram como projetos despretensiosos e que alcançaram resultados maiores que o esperado. Cases de que a gente tem muito orgulho.

Comunicação interna: Milena Fiori fala sobre suas experiências e os desafios da profissão

CASE: Rio Filme – Movimento Down

JOB: Websérie “Crescer com síndrome de Down”com 26 episódios.

Cenário: Pela primeira vez, a RioFilme abriu uma linha de apoio a projetos exclusivos para internet.

Objetivo: Apoiar e ajudar a transformar a vida das famílias com bebês e crianças com síndrome de Down.

Estratégia: Usar o Facebook da ONG Movimento Down para divulgar o conteúdo, porque a página já possuía um alto engajamento orgânico. Além disso, foi estratégico dividir a série em três tipos de formato: histórias de integração e inspiração; vídeos com exercícios de estimulação para bebês; e rodadas de conversas com as famílias, mediadas por uma jornalista da rede do Movimento Down, para compartilhar sugestões e experiências relativas à síndrome.

Público(s)-alvo(s): Famílias de crianças com síndrome de Down.

Resultados: Os vídeos já tiveram mais de 700 mil visualizações. Os tutoriais que ensinam exercícios importantes para o desenvolvimento dos bebês foram traduzidos para o inglês e serão divulgados mundialmente.

CASE: VASENOL

Descrição: A Vbrand registrou uma ação inspiradora: mulheres sobreviventes do câncer de mama que tiveram auréolas e mamilos reconstruídos com tatuagem. O case foi finalista no Cannes Lions 2016, nas categorias Brand Voice/Strategic Storytelling e Low Cost. No Sabre Awards Latam 2016, foi vencedor na categoria Marketing de Produto Existente e ganhou certificado de excelência na categoria Construção de Marca.

CASE: BABY DOVE

Descrição: Uma marca que fala para mães reais, em busca de uma tensão real para atuar. Este foi o ponto de partida para que fosse construída a plataforma social de Baby Dove – doação de leite materno para bebês prematuros.

A In Press Porter Novelli criou o conceito “Seu Leite Pode Salvar Vidas” e a Vbrand trabalhou junto com o time de PR na estratégia de lançamento da ação.

Os vídeos tiveram um papel fundamental no engajamento do público. Trabalhamos com uma pesquisa minuciosa na busca de histórias reais, de mães reais, com problemas reais. O desafio foi como contar essas histórias pelo aspecto positivo. A campanha contou ainda com parcerias com hospitais públicos e com a Uber.

Resultado: Engajamento inédito para a marca, com 300 mil interações espontâneas e 500 publicações. O mais importante: as doações ao hospital parceiro superaram todas as metas.

Neste texto você aprendeu que os vídeos prendem a nossa atenção e, por serem mais didáticos, ajudam na assimilação das informações e a provocar interesse em seu público.

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Lucas Taidson
Lucas Taidson
Relações Públicas em formação e Redator Web. Amo o que faço e dedicar-me a isso se torna mais fácil, proveitoso e até divertido.
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