RP e responsabilidade social a favor do marketing de resultados

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RP e responsabilidade social a favor do marketing de resultados

Crédito: Gala, Jean-Christian Hay, out-2014

Relações Públicas são uma atividade que necessariamente está ligada a várias outas atividades de uma organização. Sabemos desde o começo do curso de RP que não adianta fazermos algo, seja lá o que for, se não estiver em consonância com a cultura e as políticas da empresa.

Em português bem claro, quando as cabeças são pequenas, não se consegue fazer um grande trabalho, seja lá qual for o assunto ou objetivo. Muitas vezes, é preciso que aconteça uma mudança na estrutura da cúpula da empresa, ou que uma pessoa com vivência, visão e background diferentes ascenda a um cargo de grande influência para que hajam transformações importantes na cultura.

Este é um caso muito claro, em que, a partir da ascensão de uma mulher ao cargo de CEO da tradicional e internacionalmente famosa indústria de cosméticos francesa Lancôme (integrante do grupo L’Oréal), a empresa passou a rever seu posicionamento em relação às modelos que representam a marca.

Essa revisão certamente está ligada aos compromissos de sustentabilidade e responsabilidade social que o grupo L’Oréal assumiu tendo 2020 como ponto de chegada. E tornou-se uma alavanca para a promoção do empoderamento feminino e da quebra do preconceito com o envelhecimento, claramente pontos-chave para um trabalho de relações públicas, mesmo quando ligado ao marketing.

Aliás, quando RP trabalha junto com marketing e vice-versa, é quando vemos de maneira matemática os resultados, uma vez que vendas são perfeitamente mensuráveis e via de regra refletem a satisfação do público-alvo com a marca. Uma pena que não tenho acesso a esses número para checar os resultados. (Se aguém tiver, por favor, entre em contato comigo!)

Aqui estão algumas informações sobre o trabalho de responsabilidade social interno e externo da Lancôme e do Grupo L’Oréal (em inglês).

É comum nos voltarmos para assuntos que nos impactam diretamente. Estou com 55 anos e nunca antes me senti tão empoderada, ativa, engajada e feliz com o que faço. Mas sei, já senti na pele e ainda sinto, o preconceito em relação à idade vindo até mesmo de pessoas próximas, especialmente quando relacionado à minha capacidade e competência profissional. Afinal, a partir de 50 é velha e totalmente desatualizada, não é? Pfff…

Não por acaso, a minha pesquisa a respeito da mudança no posicionamento da Lancôme, começou quando encontrei a gravação de uma entrevista da Isabella Rossellini contando sobre como foi recontratada pela empresa 23 anos após ter sido demitida por estar velha demais.

Estava em inglês e não encontrei nenhuma versão legendada para o português, mas achei importante multiplicar. Então, deixo aqui uma versão pessoalmente traduzida e legendada para nos ajudar a pensar mais sobre envelhecimento, beleza, trabalho e valor.

Isabela Rosselini de volta para a Lancôme

As mulheres têm sido vítimas e algozes do conceito de beleza e juventude eternas, mas mudanças começam a acontecer. É uma combinação entre a ascensão delas a altos postos executivos com a atenção às transformações do comportamento feminino na sociedade. Isabella Rossellini, um ícone do mundo da moda e referência de beleza, foi demitida aos 42 anos de idade da Lancôme, tradicional empresa de cosméticos francesa, por estar velha demais. Veja o que aconteceu 23 anos depois.#IsabelaRosselini #Lancôme #Envelhecimento #Beleza #Comportamento #Mudança #CarreiraFeminina #Empoderamento #EmpoderamentoFeminino #VerboMulher

Posted by Verbo Mulher on Wednesday, May 16, 2018

 

 

Ana Manssour
Ana Manssour
Relações Públicas é uma missão de vida, é ser capaz de fazer pessoas, empresas e sociedades mais equilibradas, mais justas e mais felizes.” Graduada em Relações Públicas pela PUC-RS, conta com aperfeiçoamento em Comunicação Empresarial pela ESPM-RS e mestrado acadêmico em Administração com ênfase em Organizações pela UFRGS. Com mais de 35 anos de carreira profissional em vários segmentos de mercado, também foi professora em cursos de graduação e pós-graduação no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Idealizou, fundou e foi sócia por sete anos do portal feminino Plena Mulher. Mantém há mais de 10 anos a Pró.RP Relacionamentos Sustentáveis que, desde 2015, está direcionada ao trabalho do Verbo Mulher, uma aceleradora do processo de inclusão feminina e equidade de gêneros nas empresas e nos negócios.
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