Ser trabalhador não é sinônimo de “ter emprego”

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Ser trabalhador não é sinônimo de “ter emprego”

Ontem foi 1º de maio de 2018, data mundialmente reconhecida como Dia do Trabalhador ou Dia do Trabalho. Muitas mensagens, textos, memes e até pesquisas rodaram o ambiente online tendo essa data e o seu “aparente” significado como tema, mas fiquei pessoalmente surpresa e até incomodada com a falta de lembrança ou mesmo de conscientização da esmagadora maioria de que “trabalho” não é apenas aquele que é remunerado por um empregador, e que “ser trabalhador” não é necessariamente ter carteira assinada e ser funcionário de alguma empresa. Está mais do que na hora de entendermos que

“ser trabalhador não é sinônimo de ter emprego”.

Estamos no século 21, em que a mecanização, informatização e robotização estão firmes, fortes, evoluindo e se aprimorando cada vez mais e com imensa rapidez. A inteligência artificial – IA está substituindo – e vai continuar substituindo – as nossas conhecidas atividades mentais rotineiras, aquelas que independem de criatividade, de inovação ou mesmo de tomadas de decisão graves. Portanto, o “trabalho” da maneira como entendíamos (e aparentemente a maioria ainda entende) simplesmesnte vai acabar. E já está acabando.

Não é à toa que cresce cada vez mais o número de pessoas que, por inúmeras razões, inclusive o desemprego conjuntural – por razões econômicas, práticas e “informáticas” -, decide passar de empregado a empresário, ainda que aí haja uma confusão, que não vou abordar agora, entre empresário e empreendedor. De toda forma, passam a ter o próprio negócio, oferecendo serviços e/ou produtos para o mercado, às vezes para as mesmas empresas onde antes trabalhavam. E, pasme, sociedade: por mais estranho que isso possa parecer, continuam sendo trabalhadores.

Vale dizer, especialmente para quem ainda está preso a conceitos antigos, que ser empresário ou empreendedor não é “ser burguês” e muito menos ser rico ou pertencente à “Classe A” na escala social. Significa ser um trabalhador em tempo integral de fato, e não aquele tempo integral de contrato de trabalho, que é de 8 horas por dia ou 48 horas por semana. São quase 24 horas por dia, 7 dias por semana, todas as semanas e meses do ano! Sendo que muitas vezes, mesmo dormindo sonha com soluções relativas ao trabalho, e quando em férias observa, mesmo sem querer, cada oportunidade de negócio, prospecção ou inovação.

Por isso, deixo aqui um desafio e oferta de ajuda a profissionais, institutos de pesquisa, cientistas políticos e sociais e quem mais possa ter interesse em ter um quadro real de quem são e o que fazem todos os trabalhadores do nosso país: vamos falar com TODOS os trabalhadores, empregados, autônomos, profissionais liberais, empresários, pequenos empresários, empreendedores…

Todos eles, todos nós merecemos ser lembrados nessa data e em todas as situações que abrangem o mundo do trabalho, porque o Mundo do Trabalho mudou!

*Originalmente publicado no Pulse LinkedIn

Ana Manssour
Ana Manssour
Relações Públicas é uma missão de vida, é ser capaz de fazer pessoas, empresas e sociedades mais equilibradas, mais justas e mais felizes.” Graduada em Relações Públicas pela PUC-RS, conta com aperfeiçoamento em Comunicação Empresarial pela ESPM-RS e mestrado acadêmico em Administração com ênfase em Organizações pela UFRGS. Com mais de 35 anos de carreira profissional em vários segmentos de mercado, também foi professora em cursos de graduação e pós-graduação no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Idealizou, fundou e foi sócia por sete anos do portal feminino Plena Mulher. Mantém há mais de 10 anos a Pró.RP Relacionamentos Sustentáveis que, desde 2015, está direcionada ao trabalho do Verbo Mulher, uma aceleradora do processo de inclusão feminina e equidade de gêneros nas empresas e nos negócios.
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