Mulher como líder no mundo dos negócios: moda, empoderamento feminino e inclusão

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Mulher como líder no mundo dos negócios: moda, empoderamento feminino e inclusão

Falar sobre a mulher como líder no mundo dos negócios é sempre importante por ser um assunto que traz discussões como a igualdade salarial, o papel da mulher na sociedade, empoderamento feminino, dentre outras. 

 

Por isso, a RP WEEK 2019  realizará uma mesa redonda no dia 25/07 (quinta-feira), na Fecap, às 19h30, focada nesta temática, contando com a presença de mulheres incríveis que lutaram e conquistaram o seu espaço no mundo dos negócios.

 

Uma delas é a jornalista Heloisa Rocha que é redatora da Rádio Gazeta Online, idealizadora do IG Moda Em Rodas, parceiro da Reponto (empresa de recrutamento e recursos humanos) e co-fundadora do coletivo “Quem São Elas?”. Tendo como base todo seu conhecimento e na extensa bagagem que possui no universo da comunicação, Heloisa compartilhará a sua experiência ao lidar com a moda inclusiva e como foi para ela criar projetos que lutam por esta causa sendo mulher, jornalista e empresária feminina com deficiência.

 

Ficou interessado no assunto e quer conhecer mais sobre o trabalho da Heloisa Rocha? Então, confira agora uma entrevista super interessante que fizemos com ela:

 

Blog RP: O empoderamento feminino está muito in voga, mas no mundo dos negócios sabemos que existe grandes diferenças entre homens e mulheres. Como você enxerga essa diferença no mundo da moda? 

 

Heloisa: Apesar de trabalhar com produção de conteúdo no segmento da moda inclusiva e não na criação de peças ou de gerir uma marca, eu vejo que existem certas discrepâncias, como o fato das modelos femininas serem mais pressionadas com a questão do físico e do envelhecimento. Tal pressão também é percebida nos veículos de comunicação, em especial o televisivo, e na própria sociedade, já que um homem com fios brancos representa maturidade e a mulher é tida como “velha”, “acabada” ou “desleixada”.

Agora, no coletivo Quem São Elas?, o qual sou uma das co-fundadoras, uma rede de conexões foi criada e lá surgiram reclamações e pedidos de homens com deficiência para que as marcas inclusivas criem roupas ou coleções para eles, já que as grifes inclusivas nacionais são voltadas apenas ao público feminino. Isso ainda é reflexo de uma antiga ideia de que o homem não é vaidoso e não é um forte consumidor na moda. É verdade que tais percepções estão começando a mudar, porém muito lentamente. 

 

Blog RP: Você atua em diferentes frentes, seja como jornalista e como líder dos projetos que participa. Na sua opinião, como a formação em comunicação contribui para que as pessoas tenham habilidades de gestão e inovação?

 

Heloisa: O fato de nós, jornalistas e/ou comunicadores no geral, trabalharmos com público e com diferentes áreas e editorias permite que tenhamos uma visão macro da sociedade, tanto no âmbito psicológico quanto no físico. Assim, para mim, um comunicador que tem o hábito de conversar e de ter um olhar diferenciado sobre os mais diversos perfis possui mais chance de criar uma ferramenta, um canal ou um objeto inovador. Além disso, o jornalista possui, no geral, um olhar mais crítico e um poder de auto-organização que são características essenciais a um gestor.

 

Blog RP: Como você vê a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho? Existe uma evolução por parte das empresas ou você acredita que é só uma política e que ainda é longe do ideal?

 

Heloisa: Desde que foi criada a Lei de Cotas, em 1991, as pessoas com deficiência entraram finalmente no mercado de trabalho. Antes da exigência da Lei, as empresas não tinham interesse em inseri-las no seu quadro de empregados e nem existia a preocupação de tornar os ambientes corporativos mais inclusivos.

 

Entretanto, de lá para cá, a Lei nunca foi alterada e, infelizmente, as pessoas com deficiências mais graves ou as com deficiência intelectual, independente do currículo que tenham, dificilmente são escolhidas porque o empresário acredita que será dificultoso mudar o ambiente para recebê-los. 

 

Outro ponto é que, visando apenas em preencher as vagas estabelecidas pela Lei, as ofertas, em sua maioria, são de nível básico, ou seja, não ou pouco vislumbram a eles uma ascensão. Por outro lado, as empresas alegam a falta de instrução ou de conhecimento prévio para que esse empregado ocupe a vaga, mas elas pouco investem em suas formações. Prova disso é que temos no mercado poucos exemplos de profissionais com algum tipo de deficiência que exerçam cargos de chefia ou de liderança. Em resumo, eu avalio que as empresas ainda recrutam tais profissionais por suas deficiências e não por suas verdadeiras capacitações. 

 

Blog RP: Qual a sua motivação em participar do maior evento de relações públicas do Brasil?

 

Heloisa: A motivação é grande, pois, primeiro, falarei e trocarei experiências com um grupo que, a princípio, é de uma formação diferente da minha, ou seja, é algo desafiador e inovador para a minha carreira. Segundo, eu, jornalista e empresária feminina com deficiência, ter a oportunidade de apresentar os problemas e os desafios de conquistar esta posição, que vai além da questão de gênero e raça, é importante para poder elucidar alguns entraves quando se trata da relação social e de trabalho com as pessoas com deficiência.  

 

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Redação TMPRP
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