Gestão de lives: uma tendência ou um refúgio em tempos de crise?

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Gestão de lives: uma tendência ou um refúgio em tempos de crise?

Nunca vimos tantas lives acontecerem ao mesmo tempo, não é mesmo? Estamos sendo bombardeados em todas as redes sociais. Seja para entreter ou aprender, não faltam opções sobre assuntos e estilos musicais. Mas o que você acha de tudo isso?

Neste conteúdo você vai entender melhor como funcionam as lives, quais os impactos este formato traz para o seu negócio e como usá-lo de forma estratégica.

 

O que é uma live?

Antes uma exclusividade da televisão, hoje as transmissões ao vivo ganharam popularidade nas mídias sociais. Seja em um ambiente super produzido ou no seu cômodo favorito em casa, você pode fazer uma live nas plataformas digitais com poucos cliques.

Um dos entretenimentos mais comuns no mundo é a utilização das redes sociais. E nesse cenário de isolamento social esse uso foi impulsionado pelas lives. A transmissão ao vivo em áudio e vídeo pode ser feita através de diversas plataformas, como, por exemplo, Facebook, Instagram, Youtube, Linkedin, Twitter e TikTok. 

Outra possibilidade é utilizar webinar e/ou eventos digitais para a captação de leads. Geralmente, essas transmissões são feitas por outras plataformas fora das redes sociais.

 

Mas, por que fazer uma live?

As pessoas (públicas ou anônimas) e as marcas encontram na live um recurso para se manterem conectadas. Mesmo distantes, podem gerar interação em tempo real por meio de curtidas e comentários.

Não é novidade que a forma com a qual nos comunicamos muda a todo tempo. Em outro conteúdo falamos sobre a comunicação em tempos de mudança. Sendo assim, precisamos sempre nos adaptar para manter nossa audiência engajada.

O que faz a live se destacar, além da possibilidade de interação, é o formato ser em vídeo.  De acordo com estatísticas divulgadas pelo YouTube, 95% dos brasileiros acessam a plataforma pelo menos 1 vez por mês.

A simplicidade para a criação e a facilidade dos seguidores absorverem o conteúdo reforça o sucesso dos vídeos ao vivo.

Se 82% de todo o tráfego de consumidores na internet virá de vídeos online até 2022, então passou da hora de investir neste formato, concorda?

Desde a gastronomia até a tecnologia, passando por diversos segmentos de mercado, todos encontram na live uma possibilidade de se relacionar de forma ativa com seu público. Talvez a transmissão ao vivo seja o que faltava para você criar uma comunidade.

Fazer uma live aumenta o alcance, engaja o público, tem custo baixo, gera autoridade e oportunidade de negócios. Você não precisa de mais motivos para entender a eficácia do formato, certo? Então vamos a algumas dicas práticas.

 

Como fazer live?

Antes de abrir a câmera e começar a interagir com as pessoas, você precisa planejar o conteúdo, preparar e testar os equipamentos (principalmente a conexão de internet) e divulgar o horário que sua marca vai iniciar a live.

Feito isso, você deve escolher a plataforma em que seu público mais interage. Assim, você aumenta a probabilidade de que seus seguidores conversem com sua marca. 

Fazer live pode sim ser para todo mundo, desde que usada com parcimônia. A reflexão é se deve fazer ou não parte de qual assunto você quer abordar e com qual público você está falando. Em relação ao negócio, tanto marcas pessoais, pequenas e grandes empresas podem sim se aventurar por esse formato. De um modo geral, o YouTube e o Instagram são as mais utilizadas. 

Existem algumas plataformas que possibilitam a transmissão simultânea em vários canais. A vantagem é que você fará apenas uma transmissão que será disparada para diversas redes. No entanto, a desvantagem é que sua marca terá mais canais para interagir com os seguidores. Se você não interagir, as pessoas podem optar por saírem da sua live.

Pense em conteúdos relevantes que se conectem com o momento que seu público está vivendo.

 

As lives em tempos de coronavírus

As lives se tornaram tão comuns e tão aguardadas pelos internautas que sites e portais de notícias passaram a criar listas semanais para informar as principais transmissões ao vivo.

Os artistas aderiram as lives por não poderem se apresentar em público. Várias transmissões tiram foco beneficente. Do conforto de suas casas, alguns optaram por algo mais intimista, enquanto outros deram um show. Esse é cenário perfeito para exposição de marca e em praticamente todas as lives foram patrocinadas.

Enquanto Sandy e Junior, Ivete Sangalo, Natiruts e Fresno fizeram lives mais conscientes e em família, Bruno e Marrone, Gusttavo Lima chamaram a atenção por consumirem bebidas alcoólicas em excesso e repercutiram em memes. Marília Mendonça ultrapassou Jorge e Mateus e foi a campeã de audiência. E Wesley Safadão foi o que ficou mais tempo no ar.

Não restam dúvidas que estamos em um momento que o entretenimento está se redesenhando. E fica evidente que o formato de conteúdo que você precisa apostar é o vídeo.

Impulsionado por um momento de crise, o vídeo já vem sendo cotado nos últimos anos como tendência em comunicação. No ao vivo você consegue interação, empatia e humaniza o seu negócio – o que agrega ainda mais valor para o formato.

Se as pessoas encontram nas lives uma possibilidade de interação e se sentirem próximas num momento de isolamento social, as marcas encontram um prato cheio para gerar autoridade e reputação.

 

Então, será que as lives seriam uma tendência para fazer negócios e um refúgio para as pessoas se conectarem? 

Ou seria uma tendência para as pessoas e um refúgio para os negócios?

Se fosse uma tendência das redes sociais para que as pessoas se conectassem mais, esse formato teria sido mais explorado como o Instagram Stories, visto que as melhorias nas plataformas atendem as demandas de usabilidade dos usuários. 

Assim, todo espaço seja físico ou virtual que tem aglomeração de pessoas é explorado pelas marcas para anunciarem seus produtos e serviços.

Sendo assim, é possível pensar nas lives como um refúgio para que as pessoas se sintam próximas umas das outras. Por outro lado, também podemos considerar um refúgio para as marcas se manterem em atividade, girando a economia e mantendo os empregos das pessoas.

Em um momento de crise, independente do sentido que faça estar presente nas lives, é preciso ter sensibilidade e empatia para entender as dores e desejos das pessoas e entregar conteúdo que faça sentido. 

Para gerar engajamento e conexão é o momento de privilegiar a atenção às almas humanas, reforçando nossa atenção às pessoas, do que preocupar excessivamente com a teoria e as técnicas. Escolha ser de verdade para que suas ações sejam um reflexo do seu propósito. Não surfe nessa onda só porque é uma tendência, mas adapte para a sua realidade.

 

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Lucas Taidson
Lucas Taidson
Relações Públicas, especialista em Neuropsicologia. Se dedica a construir estratégias de conteúdo para desenvolver ações de comunicação e marketing que geram reputação e vendas.
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