#ARPO e a nova forma de se relacionar com a Imprensa

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#ARPO e a nova forma de se relacionar com a Imprensa

O Ajude um Repórter (#arpo para os íntimos) é um sistema, se é que podemos assim chamar, para facilitar a interação entre jornalistas e fontes. Funciona de forma fácil, basicamente por meio do Twitter, onde você, jornalista, envia o pedido de fonte pelo site do Ajude um Repórter ou pelo @ajudeumreporter e este pedido é publicado pela conta deles para mais de 10.300 pessoas.

Em recente pesquisa com 500 destes seguidores, Gustavo Carneiro, criador do site, descobriu que 19% dos que solicitaram fontes as encontraram por meio do #arpo. Diferente do que muitos pensam, Gustavo é formado em Relações Públicas e criou o site, que pode se tornar uma rede social de nicho para comunicadores, após muito observar ferramentas e sistemas do exterior voltadas para o relacionamento com a imprensa. O #arpo nasceu em 5/3/2010, “numa noite de sexta-feira”, como diz. Seu crescimento foi constante nestes dez meses de existência, o que o levou aos 10.000 seguidores e a ser usado por diversos veículos da grande imprensa.

#arpo

Em função deste crescimento e da vontade de transformar o Ajude um Repórter em uma ferramenta muito mais completa, Carneiro resolveu lançar uma campanha de crowdfunding pelo Catarse. Seu objetivo é arrecadar R$ 15.000,00 em doações para criar um sistema completo que facilitará a divulgação dos pedidos e o encontro das fontes. Se cada seguidor do perfil doar R$1,50 o valor é facilmente atingido! Eu já doei R$50,00, pra garantir o meu Moleskine personalizado 🙂 e você, vai ajudar? ! Abaixo você vê o vídeo da campanha além de trechos da entrevista concedida por e-mail:

[vimeo 18840586 w=500&h=400]

relações: Como e pq surgiu o arpo? Qual foi a sua inspiração?

Gustavo Carneiro: Quantas vezes você já ouviu que a web social deve ser gerida por Relações Públicas? Sem ter que entrar em discussões mais acaloradas, se você observar países em que essa área é mais desenvolvida, verá que a maioria dos RPs de lá estão ajudando a liderar mudanças de percepção muito importantes.

Minha formação é em RP mesmo, mas já havia passado por um curso técnico em eletrônica e quase fui parar em engenharia, até me apaixonar pela comunicação, sempre vidrado em tecnologia e internet.

Em 2009, eu estava na Inglaterra e, quando decidi voltar ao Brasil, comecei a observar onde eu poderia me encaixar depois que retornasse. Redes sociais eram a bola da vez e acabei me deparando com algumas iniciativas de crowdsourcing jornalístico que nasceram nos EUA. O que mais chamou a atenção era que todas foram criadas por RPs que queriam melhorar o relacionamento com a imprensa.

Se eu queria uma oportunidade de empreender comunicação com tecnologia, havia achado um modelo bem interessante. Quando eu finalmente voltei ao Brasil, já pensava em construir uma plataforma com serviços diferenciados, e para testar o conceito passei a prestar o serviço pelo Twitter.

relações: Como o #arpo funciona hoje?

Gustavo Carneiro: O modelo é completamente baseado no Twitter. Basicamente, canalizamos os pedidos da imprensa e facilitamos o contato do repórter com a fonte. Devido a limitações do próprio Twitter, muitas funções que seriam interessantes ainda não são possíveis, e é isso que quero mudar com a nova plataforma.

Hoje, apenas eu opero o serviço. Fico conectado a maior parte do dia para poder dar conta da demanda, que tem crescido bastante nesses 10 meses. Durante um tempo em que precisei me dividir com outras obrigações profissionais, tive duas outra RPs me ajudando com as postagens.

O processo é bem simples. O repórter, blogueiro ou pesquisador entra em contato comigo enviando um simples ‘reply’ ao @ajudeumreporter ou acrescentando a hashtag #arpo na mensagem em que descreve o perfil de fonte ou personagem que procura. Também é possível se comunicar por DM ou, caso não utilize o Twitter, preencher o formulário no site (www.ajudeumreporter.com.br).

Depois que o pedido é publicado, é hora da comunidade agir. Aqui entra toda a graça do crowdsourcing, que é a mobilização da comunidade que nos segue para tentar resolver cada ‘problema’ apresentado. No caso, o problema é encontrar as pessoas que o repórter precisa.

relações: Este novo objetivo do arpo pode ser entendido como um movimento para se criar uma rede social de segmento voltada à Jornalistas, Relações Públicas etc?

Gustavo Carneiro: É possível pensar nisso como uma rede social de nicho, sim. Tecnicamente, é isso mesmo. Porém, a pretensão é dar voz a mais gente, facilitando o contato de outros profissionais e empreendedores com a mídia em geral. Gente que não tem exatamente o conhecimento ou a possibilidade financeira de pagar uma assessoria agora, mas tem muito conteúdo para compartilhar.

Trazer essas pessoas para o contato com a mídia também pode garantir a oferta de conteúdos mais diversos e ricos aos jornalistas. Acredito que cada pessoa viva é especialista em alguma coisa, nos mais variados sentidos, e isso eleva as nossas possibilidades além dos caminhos convencionais.

Pedro Prochno
Pedro Prochno
Sou fã das Relações Públicas*! Graduado em RP e com um MBA pela FGV, sou empreendedor na área e gerente de comunicação da Uber. Sou Pai do “relações”, Mergulhador, DJ e mto curioso! Adoro viajar, conhecer novas culturas, pessoas e formas de se ver o mundo!
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