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Marketing é coisa do passado?

O post de hoje é uma grande reflexão 😉

E se uma empresa aposentasse o termo marketing (usado desde a década de 50) e passasse a usar diretoria de marca e diretoria de associados? Pois é, essa semana isso aconteceu e não foi com uma organização de pequeno porte ou uma start-up “modernosa”, estou falando da P&G, presente em nada mais nada menos de 180 países e que certamente faz parte do seu dia a dia.

Assustou? Eu confesso que ao ler sobre isso no Meio & Mensagem, dei pulinhos de alegria e ao mesmo tempo comecei a refletir sobre os novos movimentos e a importância que a área de marca têm ganhado nos últimos tempos. Sim, falar de branding é olhar lá na frente, mesmo que em muitos lugares esse processo seja embrionário.

Se fizermos uma análise histórica, vamos perceber nos modelos administrativos  indícios da cultura de uma época. Por exemplo, Taylor era o defensor que cada funcionário deveria executar somente uma parte do processo, uma única tarefa o tempo todo e a vida inteira. (Se quiser ver mais, assiste o filme Tempos Modernos – Charles Chaplin)

Já o Fayol, criou os princípios da Teoria Clássica de Administração, foi o primeiro a falar sobre planejamento, organização, hierarquia, estabilidade do funcionário entre outros conceitos que ainda hoje usamos.  Teve o Weber que trouxe a burocracia e meritocracia para o modelo de gestão e muitos outros que aprendemos na faculdade =)

O ponto desse resgate histórico é relembrar que as ondas de evoluções acompanharam momentos crucias do desenvolvimento da sociedade: a revolução industrial, guerra mundial, guerra fria, entrou outras coisas.

E nos atualmente vivemos em que onda? Na minha opinião, é um mix tão intenso que é difícil determinar exatamente a ruptura, talvez a invenção da internet, mas ainda é cedo para concluir.

O que posso falar é que vivemos a evolução da conexão, da agilidade, da diversidade, da busca por propósitos, da escolha por valores éticos, do respeito, do cuidado com o meio ambiente e da alta tecnologia. Olhando sobre essa ótica, não faz sentindo uma revisão sobre como seria o modelo ideal de marketing?

Em tão pouco tempo (se pensarmos historicamente), saímos da comunicação  criada e controlada pelas empresas, para um ambiente aberto e livre, propiciada pela internet. Esse movimento cria consumidores exigentes e força as marcas a responderem prontamente um questionamento.

A forma e o tom, estão diretamente ligados ao propósito delas, mas a resposta é imediata e demonstra a afinidade entre marca e consumidores.

Um exemplo muito bacana, é ver uma marca entrar em um duelo no Twitter, ali, em tempo real, respondendo  da mesma forma que foi questionada:

Fonte: plugcitarios

 

E isso é válido para empresas de qualquer segmento, sejam elas de consumo ou não, cada qual na sua esfera de atuação.

Se eu acho que essa mudança da P&G está alinhada ao futuro? Com certeza,  é importante dar a cada colaborador a responsabilidade de zelar pela marca. De pensar estrategicamente e pautado por um propósito. De aprender que comunicação sem propósito não constrói nada.

Para fechar, marca aproxima e cria um vínculo e em um ambiente altamente competitivo, só “a marca” pode salvar.

E vocês o que acham dessa mudança?

 

Fonte dos modelos de administração: Livro – Teoria Geral da Administração – Idalberto Chiavenato

Foto capa: Wikipidia – Busca: Tempos Modernos

 

 

 

 

Danielly Tavares
Danielly Tavares
Sou Danielly Tavares, Relações Públicas. Minha vida profissional foi da indústria de embalagens á moda, com pit-stop em marketing esportivo até chegar em Gestão de Marcas (branding). Fui trainee na Ana Couto Brading & Desing e hoje faço parte da equipe Interbrand Brasil. Acredito na liberdade, sou sentimental, curiosa, adoro tendências, por isso, também tenho o meu blog: EU VI ISSO, amo brigadeiro, Maple Syrup, Toronto, um bom livro, cinema e uma bela tarde de sono.
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