Construção e gestão de reputação digital: quem é o RP na fila do pão?

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Construção e gestão de reputação digital: quem é o RP na fila do pão?

Os casos José Mayer e Marcos/BBB17

Faz parte das competências de um profissional de RP construir e gerir reputações, marcas e relacionamentos que sejam sólidos, consistentes, duradouros e, sobretudo, positivos aos olhos de suas audiências de interesse e da opinião pública.

Está dentro do nosso escopo de atividades traçar as melhores estratégias para que uma organização (ou personalidade/celebridade), ou suas marcas, produtos e serviços consigam ter visibilidade e relacionamentos efetivos junto aos públicos de interesse. E isso INDEPENDE do meio. Pode ser no on, no off ou como diz @ArianeFeijo, no ALL-line.

Nosso papel é analisar o contexto e a situação, em que meios estão nossas audiências, e estabelecer relações positivas sejam elas no ambiente digital, fora dele ou em ambos os meios.

Casos recentes e que ganharam repercussão midiática demandaram estratégias de RP da emissora Globo dias atrás. O primeiro episódio envolveu uma denúncia de assédio sexual contra o ator José Mayer. A acusação exigiu que todas as partes envolvidas se expusessem e se justificassem.

Assim, vieram posicionamentos, primeiro, da vítima; depois do agressor (sob a forma de pedido de desculpas) e ainda da própria emissora que teve que aplicar ainda um tom de repúdio e de não concordância com o caso. Do contrário, a opinião pública (tanto das redes, quanto fora delas) iria massacrar e questionar a emissora se não tivessem escolhido um lado.

Outro caso “fresquinho” foi a expulsão do participante do programa Big Brother Brasil, Marcos, sob acusação de relacionamento abusivo com outra participante. Com ações de intimidação física e moral, o público, as redes  e a imprensa pressionaram de modo que a direção do programa não teve outra escolha se não expulsá-lo.

O caso ainda foi parar sob a forma de nota de repúdio nas falas dos apresentadores do Jornal Nacional, Renata Vasconcellos e William Bonner.

Foram duas ações de gestão da reputação – por parte da Globo – que acabaram por implicar no digital por ser um meio de rápida repercussão e um verdadeiro termômetro do sentimento das pessoas em relação aos casos. A emissora se viu obrigada a usar seus meios – de enorme audiência e visibilidade – para marcar seu discurso, pedir desculpas e posicionar-se.

Assim, minha gente, respondendo à pergunta inicial: quem é o RP na fila do pão da reputação digital? É um dos profissionais mais capacitados a gerir situações do tipo, a arquitetar soluções de harmonização, relacionamento e visibilidade entre uma organização, instituição, personalidade e seus públicos de interesse.

E quem são os públicos de interesse nos dias de hoje? Praticamente todo mundo! E todo mundo precisa de um RP! 😉

Carol Terra
Carol Terra
Carolina Terra é doutora e mestre em Interfaces Sociais da Comunicação, ambas pela Escola de Comunicações e Artes da USP. É pesquisadora, consultora e professora de Mídias Sociais e Comunicação Organizacional, atuando como docente na Fecap, FAAP, Belas Artes e ECA-USP. É autora do livro Blogs Corporativos (Difusão Editora) e editora do blog RPalavreando.
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