Empreendedorismo em RP: e por que não você?

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Empreendedorismo em RP: e por que não você?

empreendedorismo em rp

É isso mesmo: e por que não você? Se você se interessou em ler este artigo é porque bem no fundo do seu coração, existe uma vontadezinha de empreender, não é mesmo? Ah, não tente esconder. Você é r-e-l-a-ç-õ-e-s p-ú-b-l-i-c-a-s, uma das profissões mais versáteis que conheço. E por que não empreendedorismo em rp? Se você quer abrir o seu negócio, até entendo que talvez você não tenha grana para investir, parceiros de negócio confiáveis, um planejamento estratégico bem delineado, dentre outros milhões de motivos que poderiam te fazer desistir. Só por favor, não venha com mimimi de “tenho medo”, “não sei se vai dar certo”, “não estou pronto psicologicamente” ou ainda “é apenas um sonho, nada de mais” (oi?).

Não vou elencar 10 passos para você empreender, nem te dar 5 motivos para correr atrás do seus objetivos. Tampouco, vou contar meu case de empreendedorismo em rp, até porque não sou empreendedora (risos), apesar de trabalhar em uma empresa com essa mentalidade (bom tema para o próximo artigo aqui no blog, não é mesmo?). Enfim, quero contar a história de gente como a gente, graduada em RP, que decidiu quebrar as barreiras da incerteza e navegar no misterioso, estressante, incrível e gostoso universo do empreendedorismo.

Indico essa leitura, se você quer ser um empreendedor e já está pronto para errar.

Relações públicas pode e deve empreender

As pessoas que entrevistei não querem habitar Marte como o Elon Musk, um dos maiores empreendedores do mundo, nem lançar projetos inovadores e bilionários como a Apple e tantas empresas que conhecemos e admiramos. Vou contar a história de 2 relações públicas muito felizes que decidiram empreender e fazer a diferença em sua vida e no nicho de mercado em que resolveram atuar.

Talvez elas não sejam (infelizmente – ou não) exemplos de empreendedores milionários, que aparecem na mídia e tem mais de 60k de seguidores no Instagram. Mas são pessoas que assim como você, tinham aquela vontadezinha de ter seu próprio negócio e mais do que isso, de fazer ele dar certo e ser seu próprio case de sucesso.

Vamos conhecê-los?

Empreendedorismo em RP: Gizely Dall’Agnol, as Saladas da Gy e o amor pela Itália

  • Gi, conta para nós como você chegou no universo das Saladas?

Tudo começou como uma brincadeira (risos), como um hobby no período em que eu trabalhava como RP em uma empresa de estruturas metálicas em Marau/RS. Criei um livro de receitas online, no formato de um blog, despretensiosamente, para atender aos amigos que pediam pelas receitas das minhas saladas. Logicamente, veio junto a página no Facebook e, logo a vontade de sair do online e ir para o offline. E assim, nasceram os eventos em formato de curso de saladas. Foi da convivência direta com as pessoas interessadas, principalmente nos ingredientes que eu usava nas receitas, que veio o insight: “isso funciona como uma ferramenta de promoção de produtos agroalimentares.”

Essa trajetória, somada à história das minhas raízes familiares, levou-me para a Itália pela primeira vez – a pátria da gastronomia. Foi quando comecei a ter contato com os métodos de produção, valorização e divulgação dos produtos agroalimentares italianos, com a importância disso para o desenvolvimento econômico local através das cadeias produtivas e da exploração do turismo enogastronômico. Decidi que esse era meu caminho <3

  • Qual era o seu maior medo e como você o venceu?

Meu maior medo no início dos cursos de salada era deixar de ser RP. Passei por uma pequena crise de identidade, pensava que não seria mais reconhecida como RP e sim como cozinheira, chef, professora de gastronomia, como naturalmente muitos me chamavam durantes os cursos. Foi um grande desafio convencer as empresas dos produtos que eu usava nas receitas o porquê de ser interessante contratar uma profissional de RP para divulgar seus produtos, quando muitos já têm seus parceiros – que são pessoas da cozinha. Eu era sempre uma “intrusa”. A vantagem é que sempre propus que eu estaria presente desde antes: da construção da estratégia ao planejamento para promoção dos produtos. Além de claro, estar na execução da estratégia e no contato direto com o público.

  • Como o seu conhecimento em relações públicas foi um diferencial no caminho do empreendedorismo?

Tanto o conhecimento como a experiência em RP foram fundamentais (e continuam sendo) dentro deste processo de mudança. Seja para executar um bom trabalho pelos clientes, seja para promover o próprio Projeto SALADA@ e os outros projetos que surgiram graças a ele.

  • E a pergunta que não quer calar, o que você está aprontando pela Itália (risos)?

Como estava dizendo, o Projeto SALADA@ e as minhas raízes familiares italianas me aproximaram do “bel paese” em 2015 e foi quando tive a oportunidade de participar de eventos no setor agroalimentar, além de visitar empresas de ólio, aceto, funghi, queijo, prosciuto e outras delícias. Desde lá, mantive contato com essas empresas e fui sempre me aproximando mais da “pátria gulosa” e da sua arte em tutelar os produtos locais, que naturalmente tem um grande conteúdo de promoção e RP. Até que no final de 2016, tive a oportunidade de me transferir para cursar uma especialização em promoção e valorização de produtos agroalimentares e agroturismo em Padova, uma das cidades universitárias mais importantes da Itália.

O curso ampliou meus conhecimentos e me colocou em contato com professores que são especialistas nos setores de vinhos, queijos, carne e hortifruti. Um mundo que gira em torno de cada uma dessas produções: história, gente e território – um prato cheio, literalmente, para um RP! Depois, como dizem aqui, “de coisas nascem coisas”, e eu acabei encontrando o amor justamente dentro do setor de hortifruti, com atuação também no ramo da carne. Hoje estamos trabalhando juntos, na “Piccola” cidade de Rotzo, nas montanhas de Vicenza, lugar conhecido como Altopiano de Asiago, no Veneto (região de origem da minha família)!

Depois de conhecer essa história incrível da Gi, que além de parecer um conto de fadas do Fantástico Universo das Relações Públicas, deve ter deixado você com água na boca só de imaginar as delícias da culinária italiana. Vamos ler sobre a história do Pedro, que saiu da faculdade e encarou o desafio de ter sua própria agência.

 

Empreendedorismo em RP: Pedro Becker e a Agência Lorean

  • Você se formou e de cara abriu uma empresa de RP. Quais foram os desafios dessa tomada de decisão?

Na verdade, eu abri a Lorean no início do último semestre em RP, mais precisamente no dia 8 de agosto de 2016 (risos). Os principais desafios foram:

  • Encarar o medo de abrir um negócio sem ter cliente, sem um norte de como prospectar e ter que construir a nossa própria história;
  • Conseguir adequar a rotina dos meus 3 turnos. Pela manhã eu trabalhava na empresa do meu pai, à tarde me dedicava aos primeiros passos da agência e à noite cursava o último semestre da faculdade. Além de ter que me dedicar ao TCC nos finais de semana (não foi fácil…);
  • Administrar a pressão dentro de casa, para fazer todo o possível para que a agência começasse a dar certo, visto que ao final do ano eu iria me formar e tinha ainda que continuar pagando a faculdade;
  • Dar o meu melhor para agência de comunicação dar certo, visto que sempre tive um pé atrás com agências de publicidade e, tanto eu quanto meu sócio, tínhamos experiências somente em empresas de áreas.
  • Qual o marco da sua vida que o fez decidir: “quero ter minha empresa”?

O marco da minha vida foi após uma experiência ruim que tive ao final de 2015, em um estágio. A partir disso, fui atrás do mercado de agências para verificar os resultados entregues aos seus clientes e pensei: “se trabalhos com uma qualidade “mediana” são entregues e possuem um retorno financeiro, eu também posso fazer um trabalho muito melhor, honrar a minha profissão e também ter retorno”. E ao mesmo tempo que tomava essa decisão, conheci meu sócio, Jason Mello, em uma disciplina na faculdade quando tivemos um papo sobre abrir uma agência e, principalmente, o “porquê” abrir. A partir dessa conversa, começamos a planejar, montar um site e por fim, abrir a Lorean.

  • Ser um jovem empreendedor impacta nas reuniões de prospecção?

Sinceramente? Até hoje isso nunca impactou. Pelo contrário, como temos um discurso de ser uma agência que se compromete a levar a comunicação das empresas para o futuro, acredito que isso acaba indo ao encontro de sermos jovens e estarmos sempre atualizados, propondo novas estratégias. Mas admito que o fato de ser jovem já fez com que os clientes ficassem em dúvida sobre nossa capacidade de realizar o que estava sendo proposto.

  • Por que a Lorean mudou a sua vida?

A Lorean mudou a minha vida porque me proporcionou um crescimento de maturidade e comprometimento muito grande. Além disso, me fez crescer como profissional, visto que cada cliente possui uma necessidade e temos que proporcionar uma solução diferente em cada caso. E, por incrível que pareça, quando era estudante, reclamava que muitos conteúdos da faculdade nós não víamos na prática em estágios. Mas hoje, a Lorean me proporcionou ver diversos conteúdos e o principal: enxergar a cada dia e em cada cliente o porquê eu escolhi ser Relações Públicas.

Essa história inspiradora do Pedro e da Gizely me fez lembrar uma frase de um dos empreendedores mais admirados do Brasil, o Flávio Augusto da Silva, fundador da empresa Wise Up e atual presidente do Orlando City Soccer Club, também autor de diversos best-seller e criador do blog Geração de Valor:

“Vai ter muita gente dizendo que não vai dar certo. Acredite em você.”

Empreendedorismo em RP: e por que não você?

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