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Como criamos as nossas “listas”?

Este post é uma reflexão feita em um momento de “calor”, de indignação e de infelicidade com algumas coisas que tenho observado na web. Tornou-se comum a criação de listas de “melhores disto”, “maiores daquilo”, recomendações daqui e dali! Eu mesmo já entrei em uma delas, a lista dos #10RPsBR2010 idealizada pelo O Cappuccino.

Minha critica aqui não é direcionada as listas, acho que elas são válidas e fundamentais para termos “foco” em uma era onde temos bilhares de informações rondando a nossa volta. Onde conteúdo não é um problema, a dificuldade agora é absorver e “processar” tudo isto, ou seja, como usar todo este conteúdo ao qual temos acesso. Uma matéria da revista “continuum” do Itaú Cultural (veja aqui na pág 60.) aborda justamente a frenesi que as listas causam nas pessoas, seja para fazê-las, seja para levá-las em consideração.

Como disse, as listas são fundamentais, o grande problema é a imparcialidade de quem as faz! Reclamamos e zelamos pela liberdade de imprensa, queremos poder falar sobre o que bem entendermos. Queremos falar de política e políticos em nossos blogs, e tudo isto é legítimo, agora, estamos fazendo isto de forma ÉTICA e IMPARCIAL?

A criação de uma lista, segundo a própria matéria da “continuum” tem uma grande parcela de emocionalidade, de vivência e “gosto” do criador da lista. Vejo porém, muitas delas, ou das indicações para que as pessoas componham as listas (indicação popular), sendo criadas e “povoadas” visando única e exclusivamente a promoção do “criador” da lista. Eu vou lá, junto meia dúzia de gato pingado que quero me aproximar e BUM! a mágica está feita.

Acompanho muitos perfis no Twitter e tenho um Google Reader cujo marcador não sai do +1000. Leio menos do que o que gostaria para me manter informado sobre o mundo da comunicação e das Relações Públicas. Porém, fico extremamente chateado quando me deparo com listas que trazem perfis e blogs cujo cunho é fazer propagandas de cursos, repassar informações dos outros ou, ainda pior, fazer campanha em causa própria, se elencar na própria lista, o velho “Eu faço”, “Eu aconteço”, “Eu sou o máximo”.

Nós, comunicadores, criticamos duramente empresas que tem blogs com este cunho, se autopromover. Criticamos também aquelas empresas que vem para as redes sociais apenas para fazer promoções, ganhar “ouvintes” e repassar suas mensagens. Diante disto, como podemos criar estas listinhas indicando pessoas e blogs que fazem exatamente isto?

Temos casos em que a pessoa é ótima usuária do Twitter, seu blog, porém, está um pouco empoeirado, não traz conhecimento novo, apenas circula algumas informações. Em outros casos a situação é inversa. De qualquer forma, acho que nos falta mais critério ao montar estas listas. Nos falta conhecer um pouco mais sobre veículos e autores além de colocar a nossa ética e isenção para fazer parte da seleção.

Pedro Prochno
Pedro Prochno
Sou fã das Relações Públicas*! Graduado em RP e com um MBA pela FGV, sou empreendedor na área e gerente de comunicação da Uber. Sou Pai do “relações”, Mergulhador, DJ e mto curioso! Adoro viajar, conhecer novas culturas, pessoas e formas de se ver o mundo!
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