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Um ano de oportunidades, de dificuldades e de digitalidades…

Vou fazer um exercício de futurologia aqui, baseando-me em tudo que tenho visto, observado e sentido na área de RP Digitais. Aliás, é uma área efervescente, que carece de estudos e práticas, que tem gente de outras áreas se apropriando e oferecendo, que tem gente se deslumbrando, mas, no fundo é a essência das RP que está em jogo: RELACIONAMENTO.

O que muda? Relacionamento agora se dá, prioritária ou, melhor dizendo, majoritariamente, na ambiência digital.

Adoro falar isso: relacionamento “is the new black”, minha gente. Trocando em miúdos: relacionamento é o novo pretinho básico. Ganham as marcas que sabem ou aprenderam a se RELACIONAR com os seus clientes. Que dialogam. Que abrem canais de relacionamento com seus públicos. Que entendem que se trata de uma via de entendimento, de ganha-ganha e não de sobreposição ou da postura do “público que se dane”.

Mas, falemos de tendências ou, melhor, de EXPECTATIVAS, para 2016, a seguir.

À parte das tendências do mundo da alta tecnologia (wearables, nearables, internet das coisas) que, por vezes parece distante, mas não é, acredito que estarão em pauta:

  • Os vídeos online e as transmissões em tempo real. O formato audiovisual prossegue, bem como o sucesso do imediatismo e do tempo real. Assim, o Periscope e o Snapchat continuam a serviço das audiências e das organizações.
  • Os conteúdos voláteis, “a la memes e virais” também continuam a se destacar. Isso porque o contexto e o atual, novamente o tempo real, fazem sentido para o repertório dos usuários e das marcas. Trazer isso para o dia a dia dos perfis de mídias sociais corporativos dá uma leveza aos conteúdos, ao mesmo tempo em que traz visibilidade e possibilidade de viralização. Só tome cuidado porque o efêmero e o volátil, gravado em um Snapchat da vida, é passível de replicação posterior e de detonação de imagem. Vide a polêmica que passou Gabriela Pugliesi, uma das influenciadoras online de fitness das redes, com declarações feitas no Snapchat, sem medir as consequências daquilo que falava.
  • Gestão “ASAP” + online de crises. Basta ver como a Samarco e sua estratégia de colocar o Presidente para falar nos perfis de mídias sociais da empresa logo após o desastre das barragens surtiu efeito positivo. Não estou discutindo aqui de quem é a culpa. Estou apenas pontuando que foram ágeis e transparentes na forma como lidaram com a crise: foram rápidos, colocaram o principal executivo nas redes para falar e ainda distribuíram o conteúdo utilizando-se do poder das plataformas digitais. Aliás, a empresa tem usado as redes para informar os interessados com uma estratégia de muita coragem. Em momentos de crise, não dá mais pra se esconder ou esperar décadas para aprovar conteúdos. É preciso se expor e informar. A rede ajuda nesse sentido.
  • E, por fim, mobilidade segue no topo: é preciso que pensemos online, mas que tomemos o cuidado de entender que o usuário vai nos consumir, em sua maioria das vezes, mobile first, isto é, primeiro pelos dispositivos móveis. Então, é preciso que tenhamos conteúdos adaptáveis a todos os tamanhos de telas e que forneçam uma experiência igualmente rica à do desktop.

Vai ser um 2016 cheio de oportunidades, mas será um ano difícil, de contenção de despesas, de muita crise política e econômica e sairá fortalecido quem souber lidar com esse panorama.

Prontos para um ano móvel, digital e pautado no relacionamento?

Carol Terra
Carol Terra
Carolina Terra é doutora e mestre em Interfaces Sociais da Comunicação, ambas pela Escola de Comunicações e Artes da USP. É pesquisadora, consultora e professora de Mídias Sociais e Comunicação Organizacional, atuando como docente na Fecap, FAAP, Belas Artes e ECA-USP. É autora do livro Blogs Corporativos (Difusão Editora) e editora do blog RPalavreando.
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