Como aplicar o design thinking ao marketing digital?

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Como aplicar o design thinking ao marketing digital?

Você já deve ter ouvido falar na história da fábrica de pastas de dentes em que os funcionários solucionaram uma falha na produção apenas com um ventilador, enquanto os gestores gastaram milhões com um maquinário para resolver o mesmo problema, não é? Mesmo sendo uma lenda, essa história nos mostra duas coisas muito valiosas:

1) Simplicidade. Nem sempre a solução mais robusta e tecnológica é a mais apropriada para dada situação. Ser eficaz é uma prerrogativa básica nos dias de hoje e isso se conquista ao simplificar procedimentos, otimizando tempo e recursos.

2) Cocriação. Solucionar problemas a partir do diálogo com áreas multidisciplinares e de forma colaborativa gera resultados mais eficientes. Ouvir e conversar com toda a equipe, independente do grau de hierarquia e função, promove uma maior assertividade.

Isso tudo é Design Thinking, e pode fazer a diferença no marketing digital e em todos os processos de comunicação. Há dois anos, aqui no Blog RP, a Ariane Feijó já falava no poder e importância da simplicidade em seu texto “Nem BI nem Big Data, o futuro pertence ao Design Thinking,” e grandes organizações como a Visa acreditam que a cocriação  é a  melhor forma para a eficiência e inovação.

Mas afinal, qual a essência do Design Thinking?­

Resumidamente, trata-se de uma abordagem e mentalidade que busca identificar e solucionar problemas a partir da colaboração e da empatia. No Design Thinking as pessoas estão sempre no centro do processo a sua finalidade é melhorar a vida dessas pessoas, atendendo necessidades, suprindo desejos ou sendo útil de qualquer outra forma.

Cuidado! Tanto no marketing digital quanto em qualquer planejamento de comunicação, pensar em “pessoas” de uma forma abrangente é um grande erro. Todo negócio, produto, serviço ou solução é voltado para algumas pessoas e para entender isso é importante conhecer as personas com quem se relacionará. Uma dica bem legal é o gerador de personas que te auxilia a criar a persona ideal, com suas principais características e necessidades.

E como aplicar o Design Thinking na comunicação e no marketing digital?

Em primeiro lugar, na mentalidade. É pensar em como satisfazer a sua persona da melhor forma possível, propondo soluções inovadoras, ágeis e eficazes. Essa mentalidade deve estar enraizada desde a concepção do planejamento e definição de estratégias até sua execução, e posterior a isso também. Vejamos alguns exemplos práticos, então:

  • No Branding

Construir a imagem de uma marca é essencial para determinar sua longevidade e sucesso. Mas uma marca é feita de pessoas que se relaciona com pessoas; logo transmitir veracidade, compreender os anseios dos clientes, suas expectativas e necessidades, são­­ aspectos fundamentais para criar um vínculo efetivo e proporcionar experiências marcantes. Isso se faz olhando para o outro e sentindo o que o outro sente, base do Design Thinking.

  • No conteúdo

Por vezes existe uma ânsia de querer impactar o maior número possível de pessoas, criando conteúdos propícios a viralização. Mas quando se produz a partir dessa perspectiva a tendência é de que o conteúdo de fato não sirva para ninguém ou seja muito raso. É importante saber para qual persona o conteúdo está sendo produzido e no que esse conteúdo será útil. Assim a produção fica mais assertiva, interativa e funcional.

  • Nos processos de trabalho

Com a efervescência do mercado digital as organizações passaram – e estão passando, por diversas transformações. A colaboratividade é uma das questões centrais nessas mudanças. São inúmeros os exemplos de empresas que criam hubs de inovação compartilhados (Google, Facebook, etc) e até mesmo na dinâmica interna essas modificações são nítidas: não é à toa que os perfis de profissionais mais requisitados são de multidisciplinares, curiosos e adaptáveis.

  • E por aí vai!

Compreender a jornada do cliente é muito relevante para a obtenção de resultados positivos no marketing digital, prototipar um produto ou serviço para tirar conclusões e mais rápidas e com menores custos é de extrema importância em um cenário tão competitivo, alinhar o propósito de uma organização com seus discursos e prática é uma tarefa vital. São muitos os exemplos.

Agora, é só aplicar. Uma ideia super bacana de começar é construindo o mapa da empatia e abusar muito dos post-its! Porque a melhor parte é sem dúvidas colocar tudo isso em prática e fazer a diferença na vida das pessoas com mais simplicidade, colaboração e empatia <3

Quer saber mais?

Assista o TedX do Ricardo Ruffo, um dos cofundadores da Escola Design Thinking. Na palestra, Ricardo cita a empatia, colaboração e experimentação como valores do Design Thinking e elenca três pilares essenciais da técnica: equipe multidisciplinares, espaços adaptáveis e processos. Vale a pena conferir!

 

*Davi Guilherme é bacharelando em Relações Públicas e integrante do Time de Conteúdo do Blog RP.

Redação TMPRP
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