Fábio Prado fala sobre gestão de mídia e da dicas de como reter a atenção das pessoas nas redes sociais

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Fábio Prado fala sobre gestão de mídia e da dicas de como reter a atenção das pessoas nas redes sociais

Fábio Prado fala sobre gestão de mídia e da dicas de como reter a atenção das pessoas nas redes sociais

A criação de estratégias para ter presença efetiva nas redes sociais por meio de um planejamento estruturado em pesquisas, estudos e dados é basicamente um resumo do que é realizar gestão de mídia.

Das muitas fases que abrangem todo o processo deste gerenciamento, elaborar uma publicação é apenas um dos tópicos que fazem parte de um todo. Antes disso, é preciso que se conheça profundamente os públicos de interesse e trace objetivos a serem alcançados pela gestão de mídia.

Com as métricas e relatórios recolhidos após essas ações será possível realizar uma análise precisa, que servirá de base para as tomadas de decisões dos próximos planejamentos.

Para falar mais sobre esta temática, entrevistamos Fábio Prado, fundador e diretor da AdResults, uma agência estratégica com foco na gestão de mídia em redes sociais. Quer saber tudo que o Fábio nos disse? Então continue a leitura.

BLOG RP: A comunicação está sempre mudando, sobretudo no ambiente on-line. Quais transformações você aponta como mais significativas para o processo de comunicação?

FÁBIO: O ponto principal em trabalhar com comunicação digital e gestão de mídia é entender que elas estão em constante transformação. Por isso é importante estar sempre atento a essas mudanças para entender para onde o mercado está indo e, por meio de testes e aplicações, conseguir se adaptar de maneira rápida.

Como planejar a comunicação em tempos de mudança?

BLOG RP: Muitas empresas investem em mídia paga para terem mais visibilidade nas redes sociais. Mas, além disso, é preciso se relacionar com as personas da marca. O que deve ser feito para reter a atenção das pessoas?

FÁBIO: A primeira coisa a se pensar é no diálogo. Com a chegada da Internet 3.0 acompanhada das redes sociais, torna-se uma obrigatoriedade da empresa saber como criar um diálogo de maneira eficaz.

Outra questão é entreter, o que pode ser feito por meio do humor ou alguma emoção causada pelas ações realizadas, e que podem ser de maneiras múltiplas. É uma opção muito legal e efetiva de gerar resultados, por criar conexões.

O terceiro item é educar. O processo de educação acontece quando a empresa identifica algo que possa ensinar ao seu público e, a partir disso, oferece um conhecimento que gere valor a ele de alguma maneira.

Outro quesito deste processo é informar o público levando conteúdo relevante até ele – desde novidades do mercado e atualizações que as pessoas precisam saber até assuntos que interessem o público da marca.

Convencer é o último tópico essencial para a comunicação e relacionamento com públicos. O convencimento pode acontecer em um micro momento engajar o público a fazer uma reflexão sobre algo – como, por exemplo, comentar uma publicação, marcar um amigo, compartilhar, comprar algo.

Agora, se você faz uma mescla de tudo isso que eu comentei – dialogar, entreter, educar, informar – fica muito mais fácil convencer por meio de uma ação pedindo o que você deseja ou, o melhor dos cenários, que é a pessoa mesmo se convencer que você tem a melhor solução para os problemas dela.

BLOG RP: Engajamento, performance e conteúdo original seriam as premissas para uma estratégia de redes sociais?

FÁBIO: Eu acredito que não existe uma fórmula de bolo, mas ter engajamento é sim essencial nas redes sociais. Em uma palestra de um estrategista criativo do Facebook, vi uma analogia que ele apresentou com a palavra “Story” e cada uma das letras que a compõe.

O “S” e “T” são “simple true”, uma simples verdade, uma história verdadeira. “O” de objective, que tem a ver com o seu objetivo. “R” de “roll” (papel em inglês), de possuir um papel importante e o “Y” representa “you believe”, ou seja, você acredita.

E ao final se forma uma história real baseada em seus objetivos que tem um papel e que você acredita. É um pouco complexo, entretanto, mostra que, para se comunicar, é necessário entender o objetivo da marca, ter relação com o que se acredita e ter um papel. Caso não possua esses requisitos, a comunicação se torna falha.

BLOG RP: Em seus canais você sempre compartilha novidades e tendências sobre redes sociais. Os vídeos são um formato de conteúdo que vieram para ficar? Qual a melhor forma de usá-los em mídia paga?

FÁBIO: Costumo sempre dizer uma coisa: “A vida roda em vídeo”. O que quer dizer que não existe maneira melhor de passar um sentimento ou uma intenção do que vídeo.

Analisar qual é o tempo ideal para você contar a sua história é essencial, use-o e nenhum segundo a mais. No que diz respeito às pessoas que não conhecem o seu produto ou serviço, pense em fazer um vídeo curto, com tempo reduzido, mas com o foco em despertar a curiosidade. E pensar em vídeos mais longos para uma audiência que já tem conhecimento em relação a sua marca.

Coloque legenda em seus vídeos, pois há uma grande porcentagem de pessoas no Facebook que não ativa o som, e com as legendas será possível acompanhar o vídeo e consumir o seu conteúdo, mesmo sem o som.

Valeska Zamboni, da Vbrand, comenta sobre a produção de conteúdos em vídeos

Fique atento também a sua imagem de divulgação do vídeo, visto que ela representa um tópico bem alto quando se refere à intenção de assistir ao vídeo.

BLOG RP: Você já foi eleito por 3 vezes a principal referência em Facebook Ads no Brasil. Quais os questionamentos mais frequentes que os profissionais de comunicação te fazem?

FÁBIO: Existem pessoas que têm dúvidas, por exemplo, de por quantos dias é possível se rodar o anúncio, e a resposta é que por quantos dias quiser e com quanta verba você quiser, com R$2,00 ou R$3,00 diários já se pode fazer os anúncios.

Ou também: “Poxa, nunca rodei anúncio, tenho medo.” Eu respondo: “Arrisque, nem que seja R$50,00 por mês. Tem muita gente com dinheiro na mesa e não está investindo do Facebook.

BLOG RP:  Quais suas dicas para escrever bons textos para anúncios?

FÁBIO: A primeira coisa é conhecer o seu público, se você não o conhece, não tem como saber qual é o objetivo a se comunicar. Conhecer as dores, necessidades, desejos, para identificar as oportunidades e saber qual o melhor caminho para comunicar.

Em relação à estrutura textual é interessante pensar no “AIDA”, uma sigla que representa: A – Atenção, I – Interesse, D – Desejo e A – Ação.

Então, a primeira imagem do seu vídeo ou o primeiro tópico do seu texto deve ser pensado em como fazer para chamar a atenção do seu público, isso pode ser uma pergunta que desperte a curiosidade, palavras específicas, uma dor, um problema ou coisas que podem vir a atrair a atenção, pegue e use isso em seu favor.

Uma boa linha de raciocínio também é não pensar somente na “tecnicalidade” que você está vendendo, se for importante cite, mas é essencial mostrar o problema que ele resolve, o ideal é vender o furo na parede e não somente a furadeira.

Neste conteúdo você aprendeu que a comunicação está sempre mudando e cabe aos profissionais de comunicação se adaptarem a esse cenário. Mais do que entender sobre ferramentas, é preciso um olhar sensível para compreender as dores e desejos do público com o qual nos relacionamos. A partir disso, portanto, será possível propor estratégias assertivas para ter presença efetiva nas redes sociais.

 

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* Por Vanessa Dias: Bacharel em Relações Públicas e integrante do time de conteúdo do Blog RP.

Redação TMPRP
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